Adeus histórico: Lionel Messi encerra trajetória na seleção argentina após duas décadas

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Foto: © Reuters/Matias Baglietto/proibida reprodução

A trajetória de Lionel Andrés Messi com a tradicional camisa alviceleste chegou oficialmente ao fim. No Estádio Monumental de Nuñez, localizado em Buenos Aires, o resultado da partida amistosa contra o Benin — uma vitória sul-americana por 3 a 0 — acabou se tornando um detalhe secundário diante da magnitude do evento.

A noite da última terça-feira (6) ficou marcada por proporcionar aos torcedores argentinos e a entusiastas do futebol mundial a última oportunidade de assistir ao camisa 10 desfilar em campo o talento que o consagrou como um dos maiores atletas de todos os tempos.

Ao longo de 21 anos dedicados à equipe nacional, Messi encerra sua história pela Albiceleste acumulando marcas impressionantes: foram 208 partidas disputadas, 126 gols marcados e 70 assistências distribuídas. Nesse período, o craque conquistou quatro títulos principais pela seleção principal, destacando-se as Copas América de 2021 e 2024, a Finalíssima — confronto que reúne os campeões da América do Sul e da Europa — e a inesquecível Copa do Mundo de 2022, no Catar. Além disso, o capitão também levantou trofeus nas categorias de base, como o Mundial Sub-20 em 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

O clima de emoção tomou conta dos bastidores bem antes do apito inicial. A caminho do estádio, dentro do ônibus da delegação, Messi foi flagrado pelas câmeras de televisão visivelmente emocionado e em prantos. O sentimento de despedida contagiou a comissão técnica. Durante o aquecimento, o treinador Lionel Scaloni, comandante com quem o ídolo finalmente conquistou títulos expressivos pela seleção principal em torneios oficiais, não conteve as lágrimas. O momento de comoctão se repetiu durante a execução do hino nacional, quando ambos voltaram a se emocionar publicamente.

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O confronto em solo argentino teve início com trinta minutos de atraso em relação ao horário original, marcado para as 20h no horário de Brasília. Com a bola rolando, o primeiro tempo foi de forte intensidade ofensiva por parte do camisa 10, que buscou insistentemente o gol. No entanto, parou em duas defesas do goleiro Marcel Dandjinou e em outras duas finalizações que passaram longe da meta.

Apesar do favoritismo sul-americano, a seleção do Benin criou perigo e esteve próxima de abrir o placar na etapa inicial. A oportunidade mais clara aconteceu aos 18 minutos, quando o atacante Rodolfo Aloko cruzou pela direita e o meia Junior Olaitan antecipou o goleiro Dibu Martínez na pequena área, mas concluiu para fora.

O panorama mudou completamente no segundo tempo. Enfrentando uma equipe posicionada bem abaixo no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Argentina deslanchou logo na volta do intervalo. Aos dois minutos, após cobrança de escanteio executada por Messi pelo lado esquerdo, o zagueiro Nicolás Otamendi — que também realizava sua partida de despedida pela seleção — cabeceou com firmeza para o fundo das redes, registrando a 69ª assistência do astro com a camisa nacional.

A vantagem foi ampliada aos dez minutos, em uma jogada iniciada pelos pés do próprio homenageado da noite. Messi recebeu na direita e acionou Nico Paz na entrada da área. O jovem meia conduziu para a perna esquerda e disparou um chute cruzado, sem chances de defesa para Dandjinou. O lance teve um forte simbolismo, conectando a 70ª assistência do veterano ao talento de um atleta de 22 anos apontado como um dos potenciais sucessores do craque na equipe.

O ápice da festa no Monumental ocorreu aos 22 minutos da etapa complementar. O zagueiro Taminou Ouorou cometeu falta dura sobre o lateral Agustín Giay, jogador do Palmeiras, dentro da área. A arbitragem assinalou pênalti de maneira imediata. Na cobrança, Messi bateu com perfeição no ângulo esquerdo, deslocando completamente o goleiro adversário e provocando delírio generalizado entre os torcedores presentes e os companheiros de equipe.

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Ainda houve espaço para novas oportunidades de ampliar o placar. Aos 29 minutos, o atacante Nico González cruzou rasteiro pela esquerda, e Messi finalizou para fora na cara do gol. Já aos 43 minutos, o camisa 10 arriscou um chute de primeira no canto direito, exigindo defesa espetacular do goleiro Saturnin Allagbé, que espalmou a bola contra a trave.

Aos 49 minutos do segundo tempo, o árbitro chileno Fernando Véjar encerrou a partida, decretando o fim definitivo da era Lionel Messi na seleção argentina. Está oficialmente concluída a última dança do craque a serviço de seu país.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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