A gestã que deve assumir o controle do futebol do Paraná Clube por meio da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) já desenha estratégias ambiciosas para o futuro do Estádio Durival Britto e Silva, a tradicional Vila Capanema. Entre as possibilidades em estudo estão a aquisição definitiva do terreno, a reestruturação física do espaço e até mesmo a construção de um empreendimento comercial, como um shopping center.
Atualmente, o Tricolor detém a concessão pública do imóvel, que foi garantida em 2018 com validade inicial de 30 anos, estendendo-se até 2048, com margem para futuras prorrogações. No entanto, o complexo esportivo pertence legalmente à União. Essa condição jurídica é um dos principais alvos da NextPlay, empresa que está próxima de finalizar a compra da SAF paranista.
Em participações recentes em debates sobre o projeto, o CEO da NextPlay, Pedro Weber, destacou que a nova administração pretende abrir conversas formais com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU). O objetivo central dessa tratativa é conseguir a transferência da propriedade do imóvel para o clube, o que daria maior autonomia administrativa e comercial aos gestores.
De acordo com o executivo, ser dono do terreno elimina as amarras contratuais típicas de uma concessão pública. Em entrevista concedida ao podcast Suits & Cleats, Weber explicou que a autonomia patrimonial permite planejar melhor o espaço urbano do entorno e do próprio estádio.
A ideia da diretoria é reposicionar a estrutura física da praça esportiva dentro do terreno para viabilizar a construção de áreas comerciais, a exemplo de um centro de compras. Para a empresa, a Vila Capanema precisa deixar de ser apenas um palco de partidas de futebol e se transformar em um polo multifuncional gerador de caixa contínuo para o clube.
A visão da futura gestão é fazer com que o estádio represente uma vantagem competitiva sólida no aspecto financeiro. O projeto prevê a modernização das instalações atuais aliada ao estímulo a eventos corporativos, entretenimento e atividades comerciais variadas, criando um complexo integrado que ajude a sustentar o orçamento da SAF ao longo dos anos.
Planejamento esportivo e metas de longo prazo
A reformulação da Vila Capanema faz parte de um plano estratégico abrangente que acompanha a reestruturação esportiva da instituição. A projeção otimista da futura gestão aponta para o retorno do Paraná à Série B do Campeonato Brasileiro até 2030, embora os dirigentes reconheçam que o cronograma possa sofrer variações dependendo dos desafios encontrados no campo.
Sem divisões nacionais garantidas no calendário imediato, o time principal precisará buscar uma vaga na Série D de 2028 através do desempenho no Campeonato Paranaense de 2027. Durante esse período de transição e reerguimento, a empresa investidora será responsável por absorver os custos operacionais do departamento de futebol.
Paralelamente aos planos de transformar a Vila Capanema em uma usina de receitas, a diretoria avalia alternativas pontuais para jogos de grande apelo de público na temporada de 2027. Há a possibilidade de o clube mandar partidas decisivas em praças maiores de Curitiba, como a Arena da Baixada ou o Estádio Couto Pereira.
A limitação de capacidade da Vila Capanema, que atualmente abriga cerca de 15 mil torcedores, é apontada como um fator restritivo para o potencial de bilheteria em clássicos ou confrontos decisivos, justificando a busca temporária por palcos alternativos na capital paranaense para maximizar a arrecadação financeira.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


