Pacote do G7 libera 100 milhões de barris para conter crise energética

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz   • Via...

Líderes das principais economias industrializadas do mundo, reunidos no bloco conhecido como G7, anunciaram nesta sexta-feira (2) um conjunto coordenado de medidas emergenciais com o objetivo de mitigar a volatilidade nos mercados globais de energia. Entre as principais ações está a liberação programada de 100 milhões de barris provenientes de estoques estratégicos ao longo de quatro meses, com início imediato e foco especial na priorização do diesel durante os primeiros 20 dias.

A decisão foi formalizada em um comunicado conjunto emitido após uma reunião realizada em formato virtual. Na ocasião, os representantes governamentais destacaram que planejam alinhar os cronogramas de manutenção das refinarias de petróleo. Essa estratégia visa evitar paralisações simultâneas e maximizar a taxa de utilização operacional das unidades sempre que as condições técnicas permitirem.

Além disso, o grupo apelou formalmente para que nações detentoras de ampla capacidade de refino intensifiquem a produção de derivados do petróleo, direcionando esforços sobretudo para a oferta de diesel. Ficou definido também que o G7 voltará a se reunir em breve, sob a tutela da Agência Internacional de Energia (AIE), para analisar a viabilidade de novas liberações de combustíveis, caso o cenário econômico e geopolítico exija intervenções adicionais.

Durante as deliberações, os chefes de Estado e de governo reiteraram o compromisso mútuo de abster-se de implementar restrições às exportações de energia entre os países membros. Da mesma forma, fizeram um apelo a outros grandes produtores globais para que evitem adotar posturas que possam intensificar as pressões e as incertezas no setor energético internacional. A AIE assumiu a responsabilidade de acompanhar de perto a execução do pacote de medidas e deverá apresentar, em um prazo de até 20 dias, um relatório contendo recomendações detalhadas, incluindo diretrizes para a recomposição futura dos estoques estratégicos.

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Outro ponto de destaque no encontro foi a condenação veemente aos recentes ataques atribuídos ao Irã contra nações da região. O G7 exigiu o restabelecimento imediato e integral da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o escoamento global de petróleo. O bloco também manifestou apoio aos esforços diplomáticos e de segurança liderados pelos Estados Unidos para assegurar o fluxo livre do comércio internacional na área, ao mesmo tempo em que confirmou a manutenção das sanções econômicas aplicadas contra a Rússia em virtude do conflito na Ucrânia.

Por meio de um pronunciamento divulgado em sua conta oficial na plataforma X, o presidente da França, Emmanuel Macron, detalhou que mais de três quartos do volume de combustíveis que transitava pela região antes do início dos conflitos já conseguem fluir novamente pelo Estreito de Ormuz e pelo corredor de Yanbu, localizado no Mar Vermelho.

O chefe de Estado francês pontuou que o tráfego marítimo na rota estratégica experimenta uma recuperação gradual dia após dia, embora os patamares anteriores ainda não tenham sido totalmente alcançados. Segundo ele, há um esforço conjunto contínuo para reforçar as condições de segurança na navegação local.

Macron ressaltou que as discussões no âmbito do G7 também contemplam iniciativas voltadas para restabelecer a atuação de seguradoras voltadas a embarcações petroleiras, medida essencial para conter a alta nos custos de frete e transporte, em estreita cooperação com os governos dos países do Golfo. Por fim, o líder francês pontuou que frentes diplomáticas seguem ativas em busca de um entendimento duradouro e de um marco regulatório consensual que garanta a estabilidade e a segurança do tráfego comercial no Estreito de Ormuz.

Fonte:: cnnbrasil.com.br

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