Paraná registra milhares de internações por trombose e reforça alertas de prevenção

Marcelo Borges
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou um balanço alarmante que aponta o registro de 2.265 internamentos por trombose venosa entre os meses de janeiro e julho de 2026 nos hospitais do Paraná integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram oficializados durante as mobilizações referentes ao Dia Mundial da Trombose, com o objetivo de alertar a população sobre a gravidade da condição e a importância do diagnóstico precoce.

De acordo com o levantamento da pasta estadual, as redes de urgência e emergência do estado — que englobam o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), além de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — realizaram um total de 2.217 procedimentos de trombólise para o tratamento de quadros agudos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Adicionalmente, o relatório técnico aponta que 51 pacientes precisaram ser submetidos à colocação percutânea de filtro de veia cava. O procedimento consiste no implante cirúrgico de um pequeno dispositivo metálico com formato semelhante a um guarda-chuva, que atua como uma barreira mecânica fundamental para reter coágulos sanguíneos e impedir que eles migrem pelo sistema circulatório, agravando a trombose.

Reconhecendo os sinais e sintomas da condição

Diante dos números expressivos, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou a divulgação de diretrizes voltadas para o reconhecimento precoce dos sintomas. Embora o problema possa se manifestar em diferentes regiões do organismo humano, a ocorrência é consideravelmente mais frequente nos membros inferiores, gerando manifestações clínicas características como inchaço localizado, dores persistentes e enrijecimento na musculatura da perna.

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Especialistas da área médica reforçam que a gravidade do quadro está diretamente relacionada ao calibre do vaso sanguíneo afetado: quanto maior for a veia acometida pela obstrução do coágulo, maior será a repercussão clínica e o risco potencial para a vida do paciente.

A gênese da trombose é multifatorial, estando associada a condições como o excesso de peso e a obesidade, o tabagismo crônico, além de predisposições genéticas em portadores de trombofilia e indivíduos com histórico familiar da doença. O fator etário também desempenha um papel determinante, visto que pessoas com mais de 65 anos apresentam uma propensão estatisticamente superior. O risco eleva-se ainda mais em pacientes diagnosticados com doenças oncológicas, mulheres durante o período de gestação ou indivíduos que tenham sido submetidos recentemente a procedimentos cirúrgicos de grande porte.

Prevenção e cuidados essenciais

Para mitigar os riscos de desenvolvimento da trombose, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda a adoção permanente de um estilo de vida saudável. Entre as principais diretrizes estão a manutenção de uma dieta equilibrada e nutricionalmente balanceada, a hidratação corporal adequada ao longo do dia, o estímulo à prática regular de exercícios físicos, a moderação rigorosa no consumo de bebidas alcoólicas e a abolição definitiva do tabaco.

Além das mudanças na rotina diária, as autoridades sanitárias destacam a relevância do monitoramento médico contínuo. Os cidadãos são orientados a buscar acompanhamento regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde podem realizar exames preventivos de rotina e, caso haja indicação clínica, receber o devido encaminhamento para avaliação especializada na rede pública.

Fonte:: cbncuritiba.com.br

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