Técnico do Cruzeiro explica afastamento de lateral ex-Athletico e detalha gestão de grupo

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Kauã Moraes vive geladeira no Cruzeiro. (Foto: ...

O técnico Arthur Jorge abriu o jogo sobre a situação do lateral-direito Kauã Moraes no Cruzeiro. Revelado pelas categorias de base do Athletico, o jovem de 20 anos perdeu espaço considerável ao longo da temporada e não entra em campo desde o final do mês de julho, acumulando um longo período fora das opções principais da equipe celeste.

Em entrevista exclusiva concedida à rádio Itatiaia, o comandante português detalhou os motivos que levaram à queda de rendimento do atleta. Segundo o treinador, a oscilação começou a ser notada justamente quando o jogador teve menos oportunidades na equipe titular, período em que também foi testado improvisado na lateral-esquerda.

“O Kauã teve uma queda de rendimento a partir do momento que deixou de jogar tanto, utilizei ele também na lateral-esquerda, onde jogou mais vezes. Teve uma queda de rendimento”, pontuou o técnico português durante a conversa.

Arthur Jorge também destacou que sua metodologia de trabalho é voltada para manter a competitividade interna em níveis elevados, o que pode acabar gerando frustração em atletas mais jovens que esperam sequência imediata. Para o comandante, a gestão de expectativas é fundamental para evitar o comodismo dentro do elenco profissional.

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“O Kauã é mais um jovem, temos que gerir as expectativas. Acho que ficou frustrado. Quando começou a jogar, achou que ia jogar sempre e isso não aconteceu. Isso o colocou um pouco abaixo, mas temos esse cuidado. É a parte principal do grupo ser competitivo. Não deixar ninguém confortável”, completou o treinador sobre a ausência do lateral.

Promessa pode completar três meses sem atuar pela equipe mineira

Caso siga fora dos planos da comissão técnica e não seja relacionado para o próximo compromisso da equipe na Série A, o lateral completará a marca expressiva de três meses consecutivos sem disputar uma partida oficial pelo Cruzeiro.

A última aparição de Kauã Moraes em campo ocorreu em 26 de julho, durante a derrota por 1 a 0 para o Botafogo, válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Naquela ocasião, o jogador acionou o banco de reservas e permaneceu em campo por apenas 13 minutos. Desde então, ele foi preterido em 12 partidas seguidas, um cenário completamente distinto do início do trabalho de Arthur Jorge, quando o jovem era utilizado com maior frequência.

Apesar da fase atual no banco de reservas, os números da promessa na temporada mostram participação ativa em momentos anteriores. Kauã Moraes soma dois gols e uma assistência em 18 partidas disputadas, sendo titular em 10 oportunidades e acumulando 905 minutos oficiais dentro das quatro linhas.

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Saída polêmica do Athletico e comparação com o caso Vitor Roque

A transferência de Kauã Moraes para o futebol mineiro, ocorrida no segundo semestre de 2025, foi marcada por bastante atrito nos bastidores. Na época, o Athletico acabou perdendo o lateral após o pagamento da multa rescisória estipulada em R$ 10 milhões por parte da diretoria cruzeirense. O movimento pegou a cúpula rubro-negra de surpresa e gerou revolta no presidente Mario Celso Petraglia.

Além de ameaças de movimentações jurídicas por parte do Furacão, a negociação gerou bate-boca público entre dirigentes. Petraglia criticou abertamente a postura do empresário Pedro Lourenço, dono da SAF do Cruzeiro, afirmando que tentava uma valorização salarial do atleta e que havia conversado sobre o futuro do jogador apenas para aquela temporada.

Em contrapartida, durante a apresentação oficial do lateral em Belo Horizonte, Pedrinho rebateu as declarações do dirigente paranaense, defendeu a legalidade da transação e demonstrou total confiança no potencial técnico da joia contratada.

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“Se eles não acreditaram, não interessa para nós. Nós não roubamos nada de ninguém, nós acreditamos e pagamos por ele. Então nós não temos aqui que explicar ou falar nada. Isso é direito, é legal e já foi feito isso com a gente também e a gente não está aqui chorando e reclamando”, alfinetou o dirigente na época.

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A declaração do dono da SAF mineira fez referência indireta à contratação do atacante Vitor Roque pelo clube paranaense em 2022. Naquela ocasião, o caminho foi inverso: o Athletico pagou a multa rescisória de R$ 24 milhões para retirar o jovem centroavante da Toca da Raposa. Pouco tempo depois, o ‘Tigrinho’ foi negociado com o Barcelona, protagonizando a maior venda da história do clube paranaense e uma das maiores negociações do futebol brasileiro.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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