O vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) manifestou satisfação nesta terça-feira (20), durante sua passagem por Curitiba, com a adesão do ex-prefeito da capital paranaense, Rafael Greca (MDB), à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu no evento intitulado “Paraná pela Virada”, estratégia planejada para reduzir a vantagem do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto dentro do território paranaense.
O encontro político aconteceu no Espaço Torres, situado no bairro Jardim Botânico. Durante o discurso aos simpatizantes e aliados, o vice-presidente destacou a importância de aglutinar diferentes correntes políticas em prol da manutenção democrática.
“Fiquei feliz de saber que o Rafael Greca declarou apoio aqui no Paraná. Vamos unir todos os democratas. Não é possível ter [como] presidente da República alguém cujo ídolo é o coronel Ustra, um admirador da ditadura”, afirmou Alckmin.
Rafael Greca justifica voto em Lula e aponta riscos para a cultura
A movimentação política ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que Rafael Greca formaliza seu posicionamento para o segundo turno. Na gravação, o ex-prefeito argumenta que o pleito definirá os rumos das políticas voltadas à educação pública e ao setor cultural brasileiro.
Além de endossar a candidatura de Lula, Greca criticou severamente o grupo político encabeçado por Flávio Bolsonaro (PL), acusando os adversários de alinhamento submisso aos interesses externos, especificamente em relação aos Estados Unidos.
“Calar o Brasil para só servir aos Estados Unidos, para só servir aos que querem as nossas terras raras, para só servir aos que querem lucrar com isso e encilhar o Brasil numa triste e desgraçada sina que será a de permanecer um império sub-reptício sul-americano”, pontuou o ex-prefeito na gravação.
Greca também enfatizou que o pleito trará escolhas decisivas para o futuro da sociedade brasileira, contrapondo diferentes visões sobre o financiamento de manifestações artísticas e da preservação institucional no país.
“O país vai viver uma eleição no próximo domingo. No próximo domingo, o país vai decidir se quer votar a favor da Lei Rouanet e, portanto, votar a favor dos músicos, ou se quer decidir a votar contra a Lei Rouanet e votar contra os músicos. Pensem qual ideologia vale o direito de calar o Brasil”, declarou.
Em sua análise sobre o cenário político nacional, o ex-gestor municipal alertou que uma eventual vitória da oposição resultaria na retração de investimentos públicos em importantes pilares educacionais e culturais, citando nominalmente universidades, escolas públicas, museus e o fomento à música.
“Não vai ter Lei Rouanet. Eles não querem a música, eles não querem o financiamento da cultura, eles não querem museus, eles não querem universidades, eles não querem escolas públicas”, concluiu.
Fonte:: ric.com.br


