Anime famoso e mudanças de Ancelotti marcam repercussões da vitória do Brasil

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: © REUTERS/Phil Noble/Proibida reprodução

A recente vitória do Brasil sobre o Japão, por 2 a 1, em Houston, nos Estados Unidos, que garantiu a classificação da seleção brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo, gerou ampla cobertura na imprensa esportiva internacional. A combinação de alterações estratégicas do técnico Carlo Ancelotti e referências ao famoso anime japonês Captain Tsubasa, conhecido no Brasil como Super Campeões, foram temas centrais nas análises publicadas.

Partida decisiva e comparação com Captain Tsubasa

O jornal espanhol Marca, por exemplo, fez uma analogia interessante ao comparar Gabriel Martinelli, o autor do gol da vitória que ocorreu nos acréscimos do segundo tempo, ao personagem Oliver Tsubasa, protagonista do referido anime. Na Espanha, como é costume, o personagem é conhecido como Oliver Atom. As semelhanças entre Martinelli e o icônico personagem de desenho animado chamaram a atenção dos comentaristas.

Por sua vez, o Corriere dello Sport, da Itália, destacou que “ainda não é hora de Holly e Benji”, uma referência ao nome utilizado em alguns países europeus para os protagonistas do anime. A publicação enfatizou que o jogador brasileiro, ao marcar o gol, fez “o Japão chorar”. Essa expressão evoca o contexto emocional da partida e remete ao espírito competitivo que o anime representa. Holly, como já mencionado, é a tradução do nome Oliver, enquanto Benji é Benji Wakabayashi, o goleiro que começa como rival de Tsubasa e depois se torna seu leal amigo.

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Análise das atuações

Em uma crônica do site MaisFutebol, de Portugal, o gol do volante Kaishu Sano, que interceptou um passe errado do lateral Danilo antes de finalizar com precisão no canto do goleiro Alisson, foi descrito como algo “retirado de um anime”. O texto ressaltou que as equipes comandadas por Ancelotti, especialmente em partidas eliminatórias, demonstram que “nenhum jogo está perdido até o apito final”, sublinhando a resiliência do time brasileiro.

Na análise do New York Times, a atenção recaiu sobre as mudanças estratégicas propostas por Ancelotti, consideradas fundamentais para o desempenho da equipe. A reportagem destacou que o treinador trouxe uma “cabeça mais fresca” para a competição, especialmente ao optar por posicionar Martinelli de forma mais centralizada, numa mudança que possibilitou o gol da classificação.

A crítica, no entanto, não se restringiu a elogios. O jornal argentino Olé foi incisivo em sua análise, apontando que o Brasil teve uma atuação aquém do esperado. A crônica começou com uma observação crítica: “Com camisa mais do que com o jogo. Com vergonha mais do que com as ideias. Com uma Vinidependência total”, em referência à dependência do time em relação ao atacante Vinícius Júnior. O texto brincou, inclusive, com uma citação popular que remete à cidade onde o jogo ocorreu, afirmando: “Houston, o escrete estava com problemas”.

A análise do Record, do México, ecoou uma crítica semelhante, descrevendo Ancelotti como um “mestre do xadrez”, mas alertando que simplesmente isso não seria suficiente para levar o Brasil adiante nas próximas fases do torneio.

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Por outro lado, a repercussão no Japão foi de lamento e reflexão. O Nikkei Sports denominou a partida como a “Tragédia de Houston”, evidenciando o impacto emocional da derrota na torcida e nos jogadores. O Sports Hochi, em sua cobertura, ressaltou a falta de jogadores-chave na seleção nipônica, mencionando desfalques como Takumi Minamino, Kaoru Mitoma e Wataru Endo, além da lesão do meia Takefusa Kubo, que foi um dos destaques até sofrer uma contusão no joelho esquerdo durante a fase de grupos. O artigo concluiu ao reconhecer que “o caminho para o título mundial continua sendo árduo” para o Japão.

Agora, a seleção brasileira se prepara para retornar aos gramados no próximo domingo, dia 5, às 17h (horário de Brasília), quando enfrentará o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam nesta terça-feira, dia 30, em Dallas, também nos Estados Unidos. A expectativa é alta para o próximo jogo, onde o Brasil buscará avançar ainda mais no torneio.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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