O Athletico encara um desafio redobrado nesta quinta-feira (8), às 20h, quando enfrenta o Atlético-MG na Arena da Baixada, em Curitiba. O confronto coloca o Furacão diante de dois velhos conhecidos da torcida rubro-negra que vivem excelente momento na equipe mineira: o lateral-esquerdo Renan Lodi e o atacante Tomás Cuello.
Lodi construiu uma relação profunda com o clube paranaense. Revelado nas categorias de base do CT do Caju, o lateral integrou o elenco mais vitorioso da história recente rubro-negra. Com a camisa do Furacão, ele acumulou cinco gols e nove assistências em 72 partidas, além de faturar o Campeonato Paranaense de 2018, a Copa Sul-Americana de 2018 — o primeiro título continental da instituição — e a Copa do Brasil de 2019.
Ainda em 2019, o defensor foi negociado com o Atlético de Madrid, da Espanha, por 20 milhões de euros. Na época, a transferência representou a maior venda da história do clube paranaense, marca que posteriormente seria superada por atletas como o goleiro Bento, o meio-campista Bruno Guimarães e o atacante Vitor Roque.
Após a passagem pelo futebol espanhol, Renan Lodi atuou pelo Olympique de Marselha, da França, e pelo Nottingham Forest, da Inglaterra, antes de se transferir para o Al-Hilal, da Arábia Saudita. Após rescindir o vínculo com o clube saudita, o jogador retornou a Curitiba e passou três meses mantendo a forma física nas instalações do CT do Caju.
Apesar dos laços afetivos, a diretoria athleticana optou por não avançar em uma contratação definitiva, avaliando questões jurídicas e a composição do elenco. Livre no mercado, o lateral firmou um contrato de cinco anos com o Atlético-MG, clube pelo qual tem se destacado na atual temporada.
Com 46 jogos disputados — sendo 44 como titular —, Lodi soma cinco gols e quatro assistências pelo Galo, acumulando 4.320 minutos em campo. O desempenho o coloca como o terceiro lateral com mais passes-chave na Série A do Campeonato Brasileiro, atrás apenas de Reinaldo, do Mirassol, e de Pavón, improvisado no Grêmio.

Em alta, Cuello retorna pela primeira vez como visitante à Arena da Baixada
Enquanto Lodi deixou saudades, a trajetória do argentino Tomás Cuello pelo Athletico foi marcada por maiores oscilações e cobranças da torcida. Contratado após se destacar pelo Red Bull Bragantino em 2021, o atacante chegou a ostentar o status de maior compra da história rubro-negra, após o clube desembolsar cerca de R$ 12,8 milhões junto ao Atlético Tucumán, da Argentina.
Apesar do investimento feito no início de 2022, o jogador enfrentou jejuns de gols, chegando a ficar 485 dias sem balançar as redes, o que elevou a pressão sobre seu desempenho. Com o passar do tempo, Cuello assumiu um papel de destaque pela entrega em campo, especialmente na reta final da temporada de 2024.
Com a confirmação do rebaixamento do Furacão ao término daquele ano, o atacante foi negociado com o Atlético-MG por aproximadamente 6 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 36 milhões.
No clube mineiro, após um período de adaptação e menor sequência de jogos em 2025, Cuello se firmou e registra uma das melhores fases da carreira. O atleta figura entre os principais assistentes e criadores de jogadas do Brasileirão, ficando atrás apenas de nomes como Arrascaeta, do Flamengo, e de jogadores como Rollheiser e Neymar.
O rendimento elevado despertou o interesse do mercado internacional. No início de setembro, o CSKA Moscou, da Rússia, apresentou uma proposta de 15 milhões de euros pela totalidade dos direitos econômicos do atacante. Embora a negociação tenha avançado a ponto de o jogador ser visto providenciando malas de viagem, o acordo não foi concretizado, assegurando a permanência de Cuello no Galo até o encerramento da temporada.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


