Eduardo Costa diz que vendia comida nas ruas aos 10 anos para alimentar a família

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Eduardo Costa fala detalhes sobre passado (foto...

Em uma entrevista reveladora concedida ao jornalista Leo Dias no programa Jornal dos Famosos, o cantor sertanejo relembrou os percalços que enfrentou após deixar a zona rural e se estabelecer com os familiares na região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o relato do artista, os tempos vividos no campo eram marcados pela simplicidade extrema, mas a escassez alimentar absoluta ainda não fazia parte da rotina. Apesar de não haver recursos financeiros abundantes, a mesa da família contava com mantimentos básicos como arroz, feijão, frango, carne, além de pães e bolos caseiros.

A realidade de Eduardo Costa sofreu uma reviravolta drástica quando todos se mudaram para o município de Santa Luzia, em Minas Gerais. A mudança ocorreu em um momento delicado, marcado por um quadro de depressão grave enfrentado por sua mãe, o que tornou insustentável a permanência no campo.

A chegada da fome e as ruas de Santa Luzia

Foi justamente no ambiente urbano que o cantor conheceu de perto a fome e a falta de condições elementares para a sobrevivência. Ele descreveu aquela fase como um dos episódios mais dolorosos de sua trajetória, período em que faltavam tanto os alimentos quanto o suporte básico para a higiene diária.

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Sendo o filho mais velho de casa, Eduardo percebeu que precisava agir. Por volta dos 10 ou 11 anos de idade, ele deu início à sua jornada de trabalho nas ruas da cidade para tentar amenizar a situação financeira crítica da família.

Para garantir alguma renda, o garoto comercializava produtos populares. A rotina incluía a venda de picolés, coxinhas e pastéis, enquanto aos sábados e domingos pela manhã ele percorria residências oferecendo verduras de porta em porta com o objetivo de somar forças nas despesas domésticas.

As limitações na hora das compras

Mesmo com toda a dedicação e esforço diário do menino nas ruas de Santa Luzia, o dinheiro arrecadado nem sempre cobria as necessidades básicas da casa. Naquela época, era comum que diversos itens fossem comercializados a granel, permitindo a aquisição de frações mínimas conforme os poucos trocados disponíveis.

O cantor recordou que a escassez era tanta que, em algumas ocasiões, o orçamento apertado só permitia comprar o arroz, ficando o feijão de fora da refeição por falta de recursos.

Essas memórias dolorosas foram compartilhadas pelo sertanejo durante a entrevista exibida na quinta-feira (22), servindo de panorama sobre os obstáculos superados muito antes de alcançar o sucesso nos palcos brasileiros.

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Fonte:: tvpop.com.br

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