O meio-campista Bruno Guimarães, figura marcante na história recente do Athletico, abriu o jogo sobre os bastidores da sua transferência do Newcastle para o Arsenal. O jogador brasileiro admitiu que o processo gerou forte desgaste emocional, resultando em noites mal dormidas e momentos de emoção ao se despedir dos antigos colegas de equipe.
Em entrevista concedida ao jornal britânico The Guardian, o atleta destacou que nutria uma relação profunda com o clube do nordeste da Inglaterra. Atuando como capitão e principal referência técnica ao longo de quatro temporadas, ele consolidou seu nome na história da instituição antes de decidir dar um novo passo na carreira e se transferir para os atuais campeões do futebol inglês.
“Perdi muitas noites de sono porque foi uma decisão difícil para mim e para minha família”, declarou o meio-campista do Arsenal ao relatar a complexidade da escolha.
Além das insônias, Bruno Guimarães confessou que não conteve as lágrimas durante a despedida do grupo de jogadores, gerando também comoção entre outros membros do elenco. A saída de figuras importantes da diretoria e a mudança na comissão técnica com a saída do treinador Eddie Howe pesaram na avaliação de que o seu ciclo na equipe havia chegado ao fim.
Transferência milionária movimenta o futebol europeu
Para contar com o futebol do brasileiro, o Arsenal investiu 70 milhões de libras fixas, além de 10 milhões em variáveis por metas alcançadas. O montante totalizou uma cifra expressiva, avaliada em aproximadamente R$ 547 milhões conforme a cotação da época em que o negócio foi fechado.

A transação também garantiu recursos financeiros importantes para o Athletico. Graças ao mecanismo de solidariedade estabelecido pela Fifa, o clube paranaense faturou cerca de R$ 7,5 milhões por ter participado da formação do atleta durante seus primeiros anos como profissional.
Apesar do carinho guardado pelos tempos de Newcastle, onde afirmou ter se sentido extremamente valorizado pelos torcedores, Bruno explicou que a busca por novos desafios e a ambição de conquistar os principais títulos do continente europeu motivaram a mudança para Londres. Sob o comando do técnico Mikel Arteta, ele rapidamente garantiu espaço no time titular, formando o setor de meio-campo ao lado de Declan Rice e Martin Ødegaard, além de já ter balançado as redes adversárias em partidas contra Sunderland e Leeds.
Valorização astronômica desde os tempos de Curitiba
A trajetória de ascensão do volante impressiona quando analisada em perspectiva. Contratado pelo Furacão em 2018 por um valor modesto de aproximadamente R$ 800 mil, Bruno Guimarães disputou 106 partidas oficiais com a camisa rubro-negra, marcando dez gols e contribuindo com quatro assistências.

Durante sua passagem pelo futebol paranaense, o jogador foi protagonista nas campanhas vitoriosas que culminaram com os títulos da Copa Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019. Em janeiro de 2020, foi negociado com o Lyon, da França, por cerca de R$ 93 milhões, estabelecendo-se como uma das maiores vendas já realizadas pelo clube paranaense.
Anos mais tarde, na transferência do futebol francês para o Newcastle, o Athletico voltou a lucrar ao receber aproximadamente R$ 60 milhões referentes à fatia dos direitos econômicos que ainda mantinha sobre o atleta. Ao somar o valor inicial investido pelo clube brasileiro e o montante da recente ida para o Arsenal, a valorização de mercado do meio-campista ao longo de oito anos superou a marca de 73 mil por cento.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


