Futebol, política e personagens improváveis A Copa do Mundo até agora

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Foto: © REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

Passados muitos dias de jogos intensos, as redes dos estádios da Copa do Mundo ficarão silenciosas nesta quarta-feira (8). Após a conclusão das oitavas de final, as seleções que ainda estão na disputa somente voltam a jogar na fase seguinte, as quartas de final, a partir de quinta-feira (9). No entanto, essa edição da Copa já acumulou uma série de histórias, com jogadas impressionantes, eliminação de seleções tradicionais e muitas polêmicas.

Brasil, Holanda e Alemanha

Três grandes seleções da história das Copas, Brasil, Alemanha e Holanda, já estão de fora do torneio, acompanhando os jogos restantes pela televisão. A seleção alemã, campeã em 2014, não sabe o que é passar para a fase de oitavas desde então, tendo sido eliminada na fase de grupos em 2018 e 2022, e mais recentemente, ao ser derrotada pelo Paraguai na fase de 16 avos de final.

A equipe da Holanda também teve um destino triste, sendo eliminada nos pênaltis em um jogo emocionante contra o Marrocos. O goleiro Bono brilhou, garantindo a vitória marroquina, assim como já havia feito na Copa do Catar, quando parou um pênalti da Espanha nas oitavas de final.

E falando do Brasil, a seleção não teve um desempenho convincente. Com um futebol que careceu de organização e sem um padrão de jogo definido, tentou se apoiar no talento individual de Vinícius Jr. Apesar de alguns momentos de brilho, isso não foi suficiente para garantir um lugar nas quartas de final.

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Treinada por Carlo Ancelotti, a seleção brasileira foi eliminada por uma Noruega que, embora não individualmente tão talentosa, mostrou-se mais organizada e teve em seus quadros um jogador decisivo — Erling Haaland, que, mesmo cercado, conseguiu marcar dois gols, levando a Noruega à próxima fase.

Cabo Verde, a sensação

Na fase de 16 avos de final, a lógica foi mantida, pois a Argentina avançou ao derrotar Cabo Verde, mas o jogo não foi fácil. A seleção caboverdiana lutou bravamente, levando a partida para a prorrogação e deixando a torcida argentina em estado de apreensão até conseguir a vitória.

Um dos momentos memoráveis deste confronto foi o gol mais bonito dessa fase do torneio, segundo a própria FIFA, anotado por Sidny Cabral, que acertou um chute perfeito no ângulo do goleiro Martínez. Embora não tenha resultado em classificação, esse gol ficará para a história.

Cabo Verde impressionou ao conseguir empatar contra duas seleções campeãs mundiais, a Espanha e o Uruguai, durante a fase de grupos. O goleiro Vozinha, com seus 40 anos, tornou-se uma verdadeira celebridade nas redes sociais, e sua brilhante atuação provavelmente lhe garantirá oportunidades, já que chegou à Copa sem clube.

Trump e o cartão cancelado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mesmo sem estar presente nos estádios, envolveu-se na Copa do Mundo de uma maneira inusitada. Durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia, o atacante Balogun cometeu uma falta grave e foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.

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Após a expulsão, Trump entrou em contato com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, solicitando a revisão do cartão vermelho. Embora Trump não tenha um conhecimento aprofundado das regras do futebol, acreditou que a expulsão foi injusta. Infantino levou a questão ao Comitê Disciplinar da FIFA, que, por sua vez, aceitou o pedido do presidente dos Estados Unidos.

No entanto, a intervenção de Trump não evitou a suspensão de Balogun. Na sequência, na partida contra a Bélgica, os Estados Unidos sofreram uma derrota esmagadora de 4 a 1, e, de forma satírica, os jogadores belgas comemoraram imitando uma dança de Trump em atitude de deboche.

França em alta

Entre todas as seleções participantes, a França tem se destacado como uma das grandes favoritas nesta edição da Copa do Mundo. Com um futebol que combina eficiência e ousadia, os atuais vice-campeões não deixaram espaços para os adversários, vencendo equipes como Senegal, Iraque, Noruega e Suécia sem sobressaltos.

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Na fase de 16 avos de final, a França enfrentou o Paraguai e saiu vitoriosa por 1 a 0 em um confronto bastante físico, reminiscentes de jogos da Copa Libertadores. Apesar das dificuldades, a equipe francesa mostrou sua força ao ligar uma defesa sólida à criatividade ofensiva.

Diferente de muitas seleções que contam com uma ou duas estrelas em seus elencos, a França possui uma gama de talentos que pode provocar inveja em qualquer adversário. Com um zagueiro como Upamecano, que traz segurança à defesa, e meias como Rabiot, Dembélé e Olise que controlam o jogo, a equipe é guiada pelo astro Mbappé, cuja habilidade e velocidade tornam a defesa rival em estado de alerta.

Com o excelente desempenho ao longo da competição, a França se mostrou uma equipe forte, que inspira confiança em seus torcedores, que ansiosos aguardam os próximos jogos e acreditam que o gol francês é questão de tempo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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