Geração de empregos tem tendência de queda em 2026 no Paraná, aponta boletim

Marcelo Borges
3 min. de leitura
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A geração de empregos no Paraná apresenta uma previsão de diminuição em 2026, conforme indicado por um boletim da Fecomércio PR, que analisou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em abril, foram criadas apenas 2.335 vagas de trabalho, o que representa uma queda significativa de 85,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o saldo foi de 16.566 novas oportunidades. A federação destacou que esse desempenho acentua a desaceleração do mercado de trabalho, superando as expectativas anteriores.

SAIBA MAIS

  • Curitiba liderou a geração de empregos no país em janeiro, conforme dados do Caged.

O setor de serviços, que responde por cerca de 50% do total de empregos formais no estado, teve um saldo negativo em abril, com uma diferença de 359 vagas a menos entre admissões e demissões. Para efeito de comparação, no ano anterior, houve um saldo positivo de 6.480 empregos.

O economista da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, reforçou que a tendência de diminuição na geração de novas vagas é palpável, mas é fundamental monitorar os números com atenção.

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Dezordi acrescentou que a instabilidade geopolítica no Oriente Médio, a incerteza do cenário político em um ano eleitoral e a possibilidade de aprovação da proposta que altera a escala 6×1 são fatores que podem contribuir para essa redução nas oportunidades de trabalho.

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No comércio, o saldo de vagas em abril foi positivo no Paraná, mas a quantidade ficou aquém do que foi registrado em 2025. Neste ano, foram geradas 456 novas vagas, uma redução de 88,9% em comparação ao ano passado.

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Geração de empregos por município do Paraná

Os dados indicam que a maior geração proporcional de empregos no estado foi observada em Ubiratã, seguidos de Santo Antônio da Platina, Quatro Barras e Toledo, sendo que três dessas cidades estão localizadas no interior do Paraná.

Segundo o economista, Curitiba não se destacou na criação de empregos durante este período devido à queda no setor de serviços, que é um dos principais responsáveis pela geração de vagas na capital.

A Fecomércio antecipa que o mercado de trabalho passará por um processo de moderação nos próximos meses, com os empresários adotando uma postura mais cautelosa quanto à abertura de novas vagas.

Fonte: cbncuritiba.com.br

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