Histórias de superação e conscientização marcam o outubro rosa em Curitiba

Marcelo Borges
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O câncer de mama registra anualmente cerca de 78,6 mil novos diagnósticos no Brasil, conforme estatísticas divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). Dentro da programação do Outubro Rosa, período internacionalmente voltado à prevenção e à conscientização sobre a enfermidade, pacientes e profissionais da saúde compartilharam trajetórias de superação e enfrentamento da doença, abrangendo tanto a vivência pessoal quanto o impacto nos núcleos familiares.

A iniciativa ocorreu durante um evento especial no formato de café direcionado ao público feminino, realizado nas instalações da Quanta Diagnóstico por Imagem, situada no bairro Alto da XV, na capital paranaense. Na ocasião, as participantes receberam acolhimento e orientações detalhadas acerca da relevância do diagnóstico precoce, fator determinante para elevar consideravelmente as taxas de cura por meio dos tratamentos disponíveis.

A perspectiva da medicina unida à experiência pessoal

Entre as profissionais presentes no local está a médica radiologista Mariana de Medeiros. Ela atua diretamente na realização e na análise de exames de mamografia, método considerado indispensável para a detecção antecipada de alterações malignas. A rotina profissional da médica sofreu uma reviravolta quando sua história pessoal se cruzou com a patologia: ela foi diagnosticada com câncer de mama há aproximadamente um ano, exato período em que se preparava para o nascimento da filha. Devido à urgência médica, o parto acabou sendo antecipado para que o tratamento oncológico pudesse ser iniciado com prontidão.

Atualmente recuperada, a especialista relatou que percebeu os primeiros sinais da doença ao notar um nódulo durante o autoexame de toque na mama. Ela também compartilhou a reflexão sobre a reviravolta de assumir a posição opuesta na relação médica, experimentando a realidade de ser uma paciente oncológica.

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Mariana de Medeiros reforçou a necessidade primordial do autoconhecimento corporal, da prática regular do autoexame e da realização periódica da mamografia. O procedimento é garantido e disponibilizado à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo recomendado prioritariamente para mulheres na faixa etária entre 50 e 74 anos.

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O enfrentamento do luto familiar e a coragem na prevenção

Participando do encontro na Quanta Diagnóstico por Imagem, a pedagoga Renata Bello, de 42 anos, destacou a importância de manter a rotina de exames preventivos durante o mês de outubro. No entanto, a trajetória da moradora carrega uma marca profunda de dor e saudade: a perda de sua irmã, que foi vítima fatal da mesma enfermidade.

Conforme relatado pela paciente, embora a irmã tenha recebido um diagnóstico precoce, o tumor apresentou um grau elevado de agressividade, ao qual o organismo não resistiu. Mesmo diante da dolorosa experiência na família, Renata Bello manteve a firmeza e serve como exemplo de coragem na busca pela prevenção e pelo cuidado contínuo com a saúde.

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Questionada a respeito de onde retira forças para seguir adiante após enfrentar uma perda familiar tão significativa, a pedagoga apontou que encontrou sustentação na espiritualidade e no suporte emocional oferecido por seus entes queridos.

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Sintomas do câncer de mama

Os sinais iniciais associados ao desenvolvimento do câncer de mama manifestam-se frequentemente por meio do surgimento de um caroço ou nódulo que se apresenta fixo, indolor e com contornos irregulares, podendo se localizar tanto na região mamária quanto na área das axilas.

Outros indícios importantes que exigem atenção médica incluem o aparecimento de assimetrias inexplicáveis entre as mamas, alterações visíveis ou estruturais nos mamilos — a exemplo de retração —, além da presença de secreções espontâneas e de episódios de coceira persistente na pele da região afetada.

 

 

 

Um post compartilhado por Rádio CBN Curitiba (@cbncuritiba)

Fonte:: cbncuritiba.com.br

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