O Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, preparou uma programação especial para o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. Ao todo, o estado conta com 29 espaços naturais abertos à visitação, oferecendo aos moradores e turistas opções que combinam áreas verdes preservadas, rios, cachoeiras, trilhas em montanhas e diversas modalidades de esportes de aventura.
A data festiva coincide com as comemorações do aniversário de 73 anos do Parque Estadual de Vila Velha, localizado no município de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. Para celebrar a data com o público, a administração do parque preparou condições especiais nos ingressos. Durante o feriado, a entrada promocional será comercializada pelo valor fixo de R$ 40. Em dias regulares, os valores habituais são de R$ 148 para a tarifa inteira, R$ 74 para a meia-entrada e R$ 65 para os moradores cadastrados de Ponta Grossa.
Além da tarifa com desconto para o público geral, a programação também integra as comemorações do Dia das Crianças. Crianças com idades entre 3 e 11 anos terão acesso totalmente gratuito ao Parque Estadual de Vila Velha, desde que estejam devidamente acompanhadas por um adulto pagante. A gratuidade infantil é válida até a próxima quinta-feira. O complexo turístico opera diariamente das 9 horas às 17 horas, sendo que a bilheteria física e o acesso de visitantes encerram as atividades às 15h. Os interessados em garantir os bilhetes de forma antecipada podem acessar a plataforma oficial de vendas AQUI.
Inaugurado em 1953, o Parque Estadual de Vila Velha foi a primeira unidade de conservação criada em território paranaense e mantém reconhecimento nacional e internacional por sua riqueza paisagística e geológica. Entre os principais atrativos que encantam os visitantes estão as formações rochosas de arenito, conhecidas mundialmente, além das imponentes furnas, trilhas ecológicas integradas à vegetação nativa, a Lagoa Dourada e a rica biodiversidade de flora e fauna silvestre da região. A estrutura do local também disponibiliza atividades de ecoturismo e aventura, como arvorismo, tirolesa, caminhadas noturnas guiadas, cicloturismo e pontos estratégicos para observação de pássaros, seguindo cronogramas específicos.
Balanços recentes divulgados pelo Instituto Água e Terra demonstram a alta popularidade da unidade. No ano anterior, o parque recebeu mais de 68 mil visitantes, o equivalente a 10,2% do fluxo total de turistas que passaram pelas Unidades de Conservação estaduais administradas pelo órgão ambiental. No ranking de visitação, o complexo de Ponta Grossa fica atrás apenas da Ilha do Mel, situada em Paranaguá, e do Parque Estadual da Serra da Baitaca, localizado nos municípios de Piraquara e Quatro Barras.
“Os turistas que visitam Vila Velha conhecem um ambiente geológico único em termos de diversidade. É algo esplêndido, que só o Paraná tem”, destaca o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.
Patrimônio Histórico e Cultural
Como reconhecimento oficial de sua importância para o estado, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou um decreto estadual que elevou o Parque Estadual de Vila Velha à condição de Patrimônio Histórico e Cultural do Paraná. A medida jurídica reforça o valor ecológico, geológico, cênico, turístico e científico do complexo. Pioneiro no modelo de gestão compartilhada no estado, o parque é administrado desde 2019 pela iniciativa privada por meio de um contrato de concessão firmado entre o Governo do Paraná, através do IAT, e a empresa Soul Parques.
Principais Atrações do Parque
Arenitos: Consideradas o principal cartão-postal da unidade, estas formações rochosas esculpidas em arenito foram moldadas ao longo de um período de aproximadamente 300 milhões de anos pela ação contínua do vento e da chuva. A trilha principal conduz os visitantes a formações icônicas como a famosa “Taça”, o “Camelo” e a “Proa do Navio”.
Lagoa Dourada: O atrativo natural impressiona os visitantes pela extraordinária cristalinidade de suas águas, característica que permite a visualização nítida de grandes cardumes de peixes a olho nu, sem a necessidade de equipamentos especiais.
Furnas: Tratam-se de imensas cavernas verticais com profundidades que alcançam até 100 metros. Elas se originaram a partir do colapso e desmoronamento dos tetos rochosos subterrâneos, expondo o aquífero local. A área dispõe de passarelas suspensas para contemplação segura e abriga uma tirolesa com extensão de 200 metros instalada diretamente sobre uma das furnas.
Fonte:: iat.pr.gov.br


