Perícia aponta lesões de defesa em mãe e filho encontrados mortos em Curitiba

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Exibir imagem maior

As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) sobre a morte de três pessoas da mesma família no bairro Água Verde, em Curitiba, ganharam novos contornos após análises periciais detalhadas nos corpos das vítimas. Os exames realizados nos corpos de Claudia Furuyama e de seu filho, Rafael Furuyama, identificaram cortes nas mãos de ambos, o que sugere uma possível tentativa de autodefesa ou de reação diante de um ataque com faca.

Por outro lado, o pai da família, Marcos Furuyama, não apresentava o mesmo tipo de ferimento nas mãos. O trágico caso foi descoberto no dia 25 de agosto, quando os três corpos foram encontrados sem vida no interior do imóvel. Os ritos fúnebres e o sepultamento ocorreram na manhã de uma sexta-feira, dia 28, na cidade de Marília, localizada no interior do estado de São Paulo.

Avanço das investigações e dinâmica dos fatos

As apurações conduzidas pela corporação policial tiveram um avanço significativo após uma série de reuniões técnicas entre a delegacia responsável, legistas e peritos criminais. O delegado da PCPR, Ivo Viana, explicou que o trabalho investigativo tem se concentrado em reconstruir os últimos momentos da família no local do ocorrido.

http://cbncuritiba.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SONORA-CONTINUA-CASO-FAMILIA-01-GA.mp3

- Publicidade-

Por meio de diligências que envolveram a análise de imagens capturadas por câmeras de monitoramento do edifício, as autoridades conseguiram determinar que a última movimentação registrada da família aconteceu em um domingo, dia 23 de agosto, exatamente às 19h27. De acordo com o delegado Ivo Viana, a análise minuciosa das gravações em vídeo permitiu à polícia praticamente descartar a entrada ou a presença de uma quarta pessoa na residência durante o período em questão.

Apesar disso, a dinâmica exata do ocorrido continua sob rigorosa investigação para esclarecer se o evento decorreu de um conflito interno ou se houve algum grau de premeditação. A autoridade policial ressalta que nenhuma linha de investigação foi totalmente descartada até o momento atual do inquérito.

http://cbncuritiba.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SONORA-CONTINUA-CASO-FAMILIA-02-GA.mp3

A equipe de perícia criminal ainda trabalha para detalhar e esclarecer formalmente as circunstâncias e a profundidade dos ferimentos encontrados nas mãos de Claudia e Rafael, buscando entender o papel de cada evidência física na cena do crime.

http://cbncuritiba.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SONORA-CONTINUA-CASO-FAMILIA-03-GA.mp3

- Publicidade-

Dificuldades financeiras mantidas em sigilo

Um dos aspectos que veio à tona durante o levantamento de informações foi a situação econômica enfrentada pelo núcleo familiar. O trabalho pericial e os depoimentos coletados revelaram que Claudia e Rafael estavam em um dos cômodos do apartamento, enquanto Marcos ocupava um ambiente separado da moradia.

Em depoimentos prestados à polícia, parentes próximos afirmaram que desconheciam completamente a existência de qualquer momento de crise financeira vivenciada pelo trio. O delegado Ivo Viana destacou que as evidências levantadas até o momento apontam que apenas Marcos tinha pleno conhecimento de que a família havia perdido o apartamento em um processo de leilão.

http://cbncuritiba.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SONORA-CONTINUA-CASO-FAMILIA-04-GA.mp3

- Publicidade-

Moradores vizinhos ao apartamento relataram aos investigadores que o convívio da família no dia a dia era considerado tranquilo, sem qualquer histórico de discussões acentuadas ou de comportamentos que pudessem ser classificados como fora dos padrões de normalidade.

Próximos passos do inquérito policial

Neste estágio da apuração, a Polícia Civil do Paraná aguarda a finalização e a juntada de laudos periciais complementares ao inquérito. Paralelamente, as equipes policiais planejam realizar novas oitivas e depoimentos com testemunhas e conhecidos para elucidar todas as pontas soltas e fechar o caso com embasamento técnico e científico.

Fonte:: cbncuritiba.com.br

Compartilhe esta notícia