Programa estadual no Paraná deve superar marca de quinze milhões de mudas distribuídas

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

O estado do Paraná se prepara para encerrar o ciclo anual alcançando uma marca expressiva na área ambiental. O Governo do Estado projeta fechar o período com a distribuição de mais de 15 milhões de mudas de espécies nativas, um marco construído ao longo de pouco mais de sete anos de iniciativas contínuas voltadas para a recuperação ecológica e o desenvolvimento sustentável do território paranaense.

O avanço faz parte das diretrizes do Programa Paraná Mais Verde, uma iniciativa coordenada de perto pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão que atua como autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). Conforme os dados consolidados pelo órgão ambiental até o mês de setembro, o acumulado de pequenas árvores repassadas à população e a diversos projetos já somava exatamente 14.598.337 unidades.

Dando continuidade ao planejamento estratégico estabelecido para o setor, a estimativa técnica elaborada pelo instituto prevê o repasse de outras 618.954 mudas até o encerramento de dezembro. Caso a projeção se confirme conforme o esperado pelas equipes de fiscalização e fomento, o volume total acumulado desde a criação da política pública saltará para impressionantes 15.217.291 espécimes vegetais entregues para o plantio em solo paranaense.

O lançamento oficial do Programa Paraná Mais Verde ocorreu em 22 de setembro de 2019, data escolhida de forma estratégica para coincidir com as celebrações em alusão ao Dia da Árvore, buscando conscientizar a sociedade sobre a urgência de preservar os recursos naturais e os biomas locais.

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Crescimento da demanda e exigências legais

Para gestores públicos e especialistas ambientais, o sucesso na marca expressiva de distribuição está diretamente relacionado a uma mudança gradual de mentalidade por parte da sociedade, além de imposições de caráter regulatório. De acordo com o gerente de Restauração Ambiental do IAT, Mauro Scharnik, o cenário atual demonstra uma busca crescente por esses recursos botânicos.

“Observamos um crescimento na demanda por mudas de espécies nativas, tanto pela maior compreensão sobre a importância da recuperação da vegetação quanto pela necessidade de cumprir exigências legais. Com o crescimento econômico do Estado e o licenciamento de mais obras e empreendimentos, aumenta também a necessidade de recuperar áreas de vegetação nativa”, pontua o gestor técnico.

Além do cumprimento burocrático e legal exigido por órgãos fiscalizadores, o trabalho de reflorestamento desempenha funções vitais para o equilíbrio ecológico regional. “O plantio dessas espécies contribui para melhorar a qualidade do ar e da água, mitigar os efeitos das mudanças climáticas e recuperar ecossistemas florestais, além de proporcionar lazer e bem-estar à população”, complementa Scharnik.

Evolução histórica dos ciclos de distribuição

Analisando o histórico de repasses desde a implantação do programa, é possível notar oscilações e consolidação no interesse público. No primeiro ciclo completo contabilizado pelos registros oficiais — que compreendeu o intervalo entre setembro de 2019 e setembro de 2020 —, o total alcançado foi de 1.807.379 mudas entregues.

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Os números ganharam força expressiva nos anos seguintes. O ápice da série histórica de distribuição ocorreu no intervalo compreendido entre setembro de 2024 e setembro de 2025, período em que o IAT registrou a marca de 2.430.799 mudas repassadas. Já no ciclo imediatamente posterior, medido de setembro de 2025 a setembro de 2026, houve um ajuste com o registro de 2.166.811 unidades distribuídas, mantendo, contudo, um patamar elevado em comparação aos primeiros anos da política ambiental.

Para sustentar essa demanda contínua por material botânico, o Estado conta com uma infraestrutura robusta de produção. Atualmente, o sistema dispõe de 19 viveiros florestais próprios e dois laboratórios especializados em sementes, todos geridos sob a responsabilidade direta do IAT. Essas unidades fornecem o suporte material necessário para atender tanto aos grandes projetos de restauração de ecossistemas quanto às demandas voltadas à arborização urbana nos municípios paranaenses.

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Pilares e abrangência do programa

O Programa Paraná Mais Verde funciona como uma ferramenta integradora, articulando frentes variadas para conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a preservação ambiental. Entre as frentes estratégicas desenvolvidas no âmbito da iniciativa estão o Revitaliza Viveiros, ações voltadas para o incentivo a espécies ameaçadas de extinção, campanhas em datas comemorativas, implantação de parques urbanos e o programa Poliniza Paraná.

As mudas cultivadas nos viveiros estaduais servem como base para diversas frentes governamentais e comunitárias. Elas suprem as demandas atreladas ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), além de integrarem projetos como o Programa Asfalto Novo, Vida Nova, pesquisas acadêmicas, plantios voluntários organizados pela comunidade e frentes de reflorestamento em zonas urbanas e rurais.

No tocante à preferência das espécies mais solicitadas por produtores, prefeituras e cidadãos, destacam-se exemplares da flora nativa regional como a pitanga (Eugenia uniflora), o araçá (Psidium cattleyanum), a aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolia), o angico-gurucaia (Parapiptadenia rigida) e o cedro-rosa (Cedrela fissilis), essenciais para a composição da biodiversidade local.

Como solicitar mudas ao instituto

Cidadãos, produtores rurais, entidades e administrações municipais interessados em adquirir mudas nativas para projetos de reflorestamento ou arborização podem realizar o procedimento de solicitação de forma digital.

O pedido deve ser submetido diretamente por meio do Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Toda a demanda passa por uma triagem e análise técnica conduzida por especialistas do IAT. Uma vez aprovada a solicitação, o interessado recebe formalmente por correio eletrônico todas as orientações detalhadas referentes ao endereço físico para a retirada do material vegetal, bem como a relação de documentos obrigatórios exigidos no ato da entrega.

Fonte:: iat.pr.gov.br

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