Protestos contra o custo de vida tomam as ruas de países europeus neste sábado

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Redação

Uma nova onda de manifestações tomou conta de diferentes países da Europa neste sábado, mobilizando estudantes, trabalhadores e jovens descontentes com o encarecimento do custo de vida e as dificuldades econômicas enfrentadas no continente. Os atos, que dão continuidade aos protestos iniciados no mês passado, registraram momentos de alta tensão e confrontos com as forças de segurança em nações como França, Alemanha, Portugal e Albânia.

Na França, onde as mobilizações são encabeçadas majoritariamente por estudantes, mais de 290 pessoas foram detidas pelas autoridades, conforme balanço divulgado pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez. Apesar de classificar a maior parte dos atos como ordeira, o representante do governo destacou um nível considerado extraordinário de violência por parte de determinados grupos durante as marchas.

Laurent Nuñez responsabilizou facções de extrema-esquerda pelos ataques direcionados às forças de segurança. Entre os episódios relatados, o ministro citou o lançamento de um coquetel Molotov contra um policial da tropa de choque na capital francesa, classificando a ação como tentativa de homicídio. O agente sofreu ferimentos leves e foi atendido prontamente, segundo as autoridades locais.

Enquanto isso, na Alemanha, a polícia recorreu ao uso de canhões de água para dispersar manifestantes que arremessavam fogos de artifício e outros projéteis. Os incidentes ocorreram no encerramento de grandes atos organizados por jovens em diversas cidades do país, que rapidamente evoluíram para confrontos e distúrbios urbanos.

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Em centros urbanos importantes como Berlim, Frankfurt e Colônia, além de dezenas de outras localidades, os atos foram convocados pelo grupo geracional conhecido como “GenZ regelt!” (A Geração Z está no comando!). A mobilização reflete o descontentamento crescente entre a juventude europeia diante do cenário socioeconômico atual.

Para conter possíveis escaladas de violência, milhares de policiais foram mobilizados em todo o território alemão. Embora a maior parte das manifestações tenha transcorrido de forma pacífica durante o dia, o clima se deteriorou consideravelmente com a chegada da noite em vários pontos estratégicos das cidades afetadas.

Os participantes empunhavam faixas com inscrições contendo mensagens de resistência e críticas diretas ao governo, incluindo pedidos pela saída do chanceler conservador Friedrich Merz.

A situação também repercutiu em Portugal, onde as manifestações das últimas semanas acompanham o ritmo dos protestos iniciados anteriormente na Espanha, tendo como principal catalisador as reclamações populares referentes ao forte encarecimento do setor imobiliário e do custo de moradia.

Diante do cenário de insatisfação popular, o presidente português António José Seguro, cujo cargo possui atribuições majoritariamente cerimoniais mas mantém relevância política, convocou o Conselho de Estado para uma reunião extraordinária na próxima semana. O objetivo do encontro será debater os desdobramentos dos protestos no país.

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Fora da União Europeia, na Albânia, as forças de segurança empregaram gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar manifestantes que se concentravam nas imediações do gabinete do primeiro-ministro Edi Rama. O chefe de governo enfrenta pedidos públicos de renúncia que se estendem há meses.

Desde o início das mobilizações em território albanês, em meados de outubro, cerca de 350 pessoas sofreram ferimentos, englobando policiais, manifestantes e transeuntes que se encontravam nas zonas de conflito. Dados fornecidos pelo ministro do Interior da Albânia, Ervin Demo, apontam ainda que quase 270 menores de idade foram detidos pelas autoridades policiais desde o deflagrar dos atos no país.

Fonte:: estadao.com.br

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