Secretaria de Estado da Saúde capacita equipes para manter alta cobertura vacinal no Paraná

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Saude.pr.gov.br

O estado do Paraná vive atualmente o seu cenário mais favorável na aplicação de vacinas nos últimos oito anos, registrando a marca de 87 milhões de doses administradas. Para assegurar a continuidade e a sustentabilidade desses índices expressivos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu até esta quinta-feira (22), nas cidades de Curitiba e Umuarama, etapas da capacitação técnica voltada ao Microplanejamento para Atividades de Vacinação de Alta Qualidade (AVAQ).

A iniciativa tem como objetivo principal fornecer ferramentas analíticas para que as equipes de saúde examinem detalhadamente a realidade de seus respectivos territórios. Por meio de oficinas práticas, os profissionais são instruídos a identificar demandas específicas por insumos e recursos humanos, além de mapear populações em situação de vulnerabilidade, viabilizando estratégias customizadas para cada localidade atendida.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou a importância do trabalho integrado que permitiu reverter a tendência de queda observada desde 2016. Segundo o gestor, o estado atualmente se destaca com algumas das melhores coberturas vacinais do país, resultado do esforço conjunto entre a administração estadual e as equipes de saúde atuantes nos 399 municípios paranaenses.

A Diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, pontuou que o esforço unifica os setores de Vigilância Epidemiológica e de Atenção Primária à Saúde. Para a diretora, a capacitação não se limita ao treinamento de pessoal, mas busca consolidar as bases para que o estado figure novamente como referência nacional em imunização.

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As atividades recentes contemplaram os municípios vinculados à 1ª, 2ª, 3ª, 12ª, 20ª e 21ª Regionais de Saúde, dando continuidade a um ciclo de encontros iniciado em setembro para abranger todas as 22 Regionais do estado. O diretor da 21ª Regional de Saúde – Macrorregional de Telêmaco Borba, Roberto Amatuzzi Franco, ressaltou que a metodologia permite identificar eventuais lacunas de cobertura, apontando que o risco muitas vezes reside nos percentuais reduzidos da população que ainda permanecem descobertos.

Avanços nos indicadores e panorama epidemiológico

Dados consolidados pela Sesa e pelo Ministério da Saúde indicam que a reversão na queda histórica de vacinação ocorreu por meio de ações estruturadas, incluindo campanhas nacionais, realização de dias de mobilização e o próprio microplanejamento territorial.

Entre os principais reflexos positivos está a proteção contra o sarampo. A avaliação de risco de reintrodução do vírus, conduzida pela Coordenação-Geral de Vigilância de Doenças Imunopreveníveis, apontou que o número de municípios classificados em alto risco caiu expressivamente, acompanhado pela ausência de registros recentes da doença no território estadual.

No público infantil com menos de dois anos, os índices parciais mantêm patamares elevados, com destaque para a vacina Tríplice Viral, que alcançou 97,2%. Outros imunizantes essenciais, como a Pentavalente e a Poliomielite, registram coberturas de 91,9% e 92,3%, respectivamente. No tocante à campanha contra a Influenza, os dados indicam cobertura de 94,5% entre gestantes, 58,7% no público infantil e 54,2% entre os idosos, embora os órgãos técnicos sigam atentos a índices de abandono na segunda dose de determinados esquemas vacinais.

A coordenadora de Imunização da Sesa, Virgínia Dobkowski, reforçou que as oficinas desempenham um papel fundamental na disseminação de metodologias eficientes, permitindo que as equipes locais ampliem a captação de pacientes e consolidem os indicadores positivos a longo prazo.

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Fonte:: saude.pr.gov.br

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