Tcheco faz alerta sobre favoritismo do Paraná Clube e ainda tem dúvida

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Tcheco, técnico do Paraná Clube. (Foto: Divulga...

O técnico Tcheco reconhece o favoritismo do Paraná Clube na Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. Com um investimento maior e uma campanha destacada na primeira fase, o Tricolor está prestes a enfrentar o Toledo em busca de uma vaga nas semifinais. O primeiro jogo está agendado para este domingo (3), às 15h30, no Estádio 14 de Dezembro.

Para Tcheco, a equipe paranista se encontra apta a lidar com a responsabilidade de ser considerada a grande favorita. No entanto, ele faz um alerta: isso não garante a vitória em campo. “Falar sobre favoritismo é sempre um assunto complicado. Desviar a responsabilidade que é nossa é não focar no que realmente importa. Nós não temos problema em aceitar o favoritismo, desde que estejamos preparados para isso e respeitemos o adversário”, declarou.

Ele enfatiza que “o favoritismo não assegura nada, trata-se de uma perspectiva externa”. Para Tcheco, essa condição traz uma responsabilidade a mais, mas também pode ser encarada como um ponto positivo. “Transmite força, especialmente jogando em casa, diante da nossa torcida. Quando temos uma identidade clara, isso favorece nossos atletas. Acredito que, ao reconhecermos que somos favoritos e estarmos devidamente preparados, nos sentimos mais seguros. Não há problema em nos considerarmos favoritos, o que realmente importa é que estejamos preparados”, acrescentou, em entrevista ao portal UmDois Esportes.

O Paraná Clube é o único invicto na Segundona, finalizando a primeira fase com 23 pontos, após conquistar sete vitórias e dois empates. Um dos principais destaques da equipe é o sistema defensivo, que foi vazado apenas três vezes. Em comparação, as equipes Patriotas e Laranja Mecânica, que dividem a segunda melhor defesa, sofreram nove gols.

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O goleiro Juliano Chade, que atuou em cinco das nove partidas, sofreu apenas um gol na última rodada contra o Patriotas. Outro destaque defensivo é o zagueiro Thiago Dombroski, que participou de quase todas as partidas e é o artilheiro da equipe no Estadual, com três gols marcados.

Paraná Clube utilizou mais de 30 jogadores na primeira fase

Thiago Dombroski em destaque na campanha. (Foto: Moacir Audrey/Paraná Clube).

Tcheco aproveitou a fase de classificação para testar diversos jogadores, buscando identificar as carências do elenco. O Paraná Clube utilizou 31 atletas nas nove partidas da primeira fase, com apenas três deles – Thiago Dombroski, o lateral-esquerdo Bruno Dip e o atacante Lucas Bueno – tendo participado de oito jogos. Os dois primeiros foram titulares em todos.

Nas últimas semanas, o clube reforçou o elenco com atletas mais experientes. O atacante Daniel Cruz, ex-jogador do Athletico, já marcou dois gols em apenas duas partidas com a camisa paranista. O meia Thiaguinho fez sua estreia na última rodada contra o Patriotas, se tornando uma opção em uma posição que necessitava de reforços.

Dentro de um planejamento traçado pela comissão técnica, o foco inicial foi em jogadores mais jovens, incluindo talentos da base, como Antônio e Gustavo Portela, além de outros indicados pela SAF, como Gabriel Pfeifer, Arthur Yan, Alex Júnior e Caniggia, que acabou jogando no decorrer da competição. “Tínhamos que ter cuidado, pois era necessário corresponder ao planejamento. Ao mesmo tempo em que avançávamos para a fase decisiva do mata-mata, precisávamos de jogadores com mais experiência. Conforme a competição evoluía, entendíamos a necessidade de trazer jogadores mais cascudos, que pudessem suportar a pressão”, disse Tcheco.

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O treinador ainda elogiou a integração do sistema defensivo, destacando que possui opções para alternar a formação titular entre os jogos. “A segurança trazida pelos bons resultados me permitiu alternar entre goleiros, meio-campo e ataque. O sistema defensivo se firmou com Salazar, Thiago, Dip e Caíque. A maior dúvida sempre esteve na linha de frente, pela compreensão que temos e pelas diferentes características dos jogadores. Dani Cruz e Thiaguinho chegaram nessa reta final não necessariamente para serem titulares, mas podem se tornar peças importantes na equipe. O campeonato nos ofereceu essa possibilidade e eu precisava dessa segurança”, finalizou Tcheco.

O treinador também mencionou que no jogo de volta a escalação pode ser diferente da utilizada na partida de ida. “Jogando em casa, em determinadas situações, podemos adotar uma postura mais ofensiva. Estou ciente de que o mata-mata não é uma questão apenas matemática. Vou definir a escalação com base no nosso adversário e, principalmente, no nosso momento.”, concluiu.

Fonte: umdoisesportes.com.br

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