Os tenistas gaúchos Orlando Luz e Rafael Matos garantiram presença no prestigiado ATP Finals, encerrando um longo jejum de 43 anos sem a participação de uma parceria totalmente brasileira na competição masculina de elite. A classificação histórica foi assegurada nesta quarta-feira (4), após uma vitória consistente na estreia do Masters 1000 de Paris, na França, contra a dupla formada pelo argentino Mariano Navone e pelo chileno Alejandro Tabilo, com parciais de 2 sets a 0, construídas com parciais de 6/4 e 6/3.
O torneio de encerramento da temporada, o ATP Finals, reunirá as oito melhores duplas do circuito mundial a partir do dia 15 de novembro, com sede em Turim, na Itália. Antes disso, a partir do próximo domingo (8), o esporte brasileiro também marcará presença no WTA Finals, evento equivalente no circuito feminino. A paulista Luisa Stefani entrará em quadra ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, liderando a lista das oito melhores duplas do ano de 2026.
Com o triunfo na primeira rodada em solo francês, Orlando Luz e Rafael Matos avançaram para as oitavas de final do torneio e somaram pontos cruciais no ranking da temporada de 2026. Ao atingirem a marca de 3.997 pontos, os brasileiros ultrapassaram duas duplas concorrentes diretas que acabaram eliminadas precoce no Masters de Paris: a parceria do argentino Guido Andreozzi com o francês Manuel Guinard, que estacionou em 3.865 pontos, e o duo dos britânicos Julian Cash e Lloyd Glasspool, com 3.820 pontos.
Para contextualizar o feito do tênis nacional, a última parceria 100% brasileira a disputar o ATP Finals havia sido formada por Cássio Motta e Carlos Alberto Kirmayr, no já distante ano de 1983. Naquela época, o torneio seguia um formato estritamente eliminatório, e os representantes do Brasil acabaram superados logo na partida de estreia. Atualmente, a disputa do campeonato ocorre em uma fase de grupos, oferecendo mais oportunidades de sobrevivência na competição.
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A caminhada de Orlando Luz e Rafael Matos no Masters de Paris continua nesta quinta-feira (5), a partir das 7h (no horário de Brasília). Valendo vaga nas fases mais avançadas, eles enfrentarão a dupla da Áustria composta por Lucas Miedler e Neil Oberleitner.
A temporada de 2026 tem sido memorável para a dupla gaúcha. Ao longo do ano, eles acumularam conquistas importantes, faturando os títulos dos torneios ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile. Além disso, brilharam ao vencer os troféus dos prestigiados Masters 1000 de Montreal, no Canadá, e Cincinnati, nos Estados Unidos, além de levantarem a taça do Challenger de Braunschweig, na Alemanha.

Desafios de Luisa Stefani no WTA Finals
Atual líder da temporada no circuito feminino, a parceria entre Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski integrará o Grupo 1 na primeira fase do WTA Finals. Logo na estreia, as atletas terão um compromisso de peso contra a quarta melhor dupla de 2026, formada pela chinesa Guo Hanyu e pela francesa Kristina Mladenovic. Vale lembrar que a mesma parceria europeia-asiática foi a algoz de Stefani e Dabrowski na marcante final do Torneio de Wimbledon, na Inglaterra.
Na sequência da fase de grupos, a dupla que une Brasil e Canadá medirá forças contra a letã Jelena Ostapenko e a taiwanesa Hsieh Su-wei, apontadas como a sexta melhor parceria do ano. O último compromisso da primeira fase será diante da experiente belga Elise Mertens em conjunto com a chinesa Zhang Shuai, oitava dupla colocada no ranking da temporada.
De acordo com o regulamento da competição, as duas melhores duplas de cada chave ao término da primeira fase avançam diretamente para as semifinais do torneio.
Na edição passada do WTA Finals, Luisa Stefani alcançou o posto de vice-campeã atuando ao lado de sua antiga parceira, a húngara Timea Babos, consolidando ainda mais seu nome entre as principais duplistas do mundo.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


