A segunda edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI 2026) teve início nesta quarta-feira (4), no Campus Neoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), localizada em Curitiba. O evento, que se estende até sexta-feira (6), consolida-se como um dos principais espaços de incentivo à pesquisa para a comunidade escolar no estado.
Com um total de 688 projetos científicos desenvolvidos por estudantes da Educação Básica, a iniciativa reúne jovens pesquisadores, professores e representantes de instituições de ensino e pesquisa de diversas regiões paranaenses e de outros estados. A organização do evento é conduzida pelo NAPI Paraná Faz Ciência, contando com o fomento da Fundação Araucária e o apoio de órgãos como a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), a Secretaria de Estado da Educação (Seed), a UTFPR, a Prefeitura de Curitiba, o Sesc/PR, a Receita Federal e o programa Pop Ciência, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O papel da pesquisa na formação de novos talentos
Durante a cerimônia oficial de abertura, o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou a importância de fundamentar o crescimento socioeconômico na ciência. Segundo ele, o estímulo à pesquisa e à produção de conhecimento em todas as regiões, respeitando as particularidades locais, projeta um futuro promissor para o Paraná no cenário de tecnologia e inovação.
Wahrhaftig também ressaltou o avanço da Rede de Clubes de Ciências, que atualmente engloba 400 unidades em atividade, com a meta ambiciosa de alcançar mil clubes nos próximos anos. “Vamos chegar a mil clubes nos próximos anos”, pontuou o dirigente, enfatizando o crescimento da FECCI como o maior evento de cultura científica do estado.
O secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, corroborou a visão sobre o impacto educacional da feira. Para ele, o ambiente escolar é o ponto de partida essencial para despertar a curiosidade e o interesse pelo saber científico, elementos indispensáveis para a formação de novos talentos e para o fomento à inovação tecnológica.
Ciência nas escolas e diversidade de pesquisas
A proposta central do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência é fomentar a cultura investigativa desde os anos iniciais da Educação Básica, promovendo a aproximação entre estudantes, universidades e a sociedade. A articuladora do NAPI, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Débora de Mello Sant’Ana, destacou que a feira representa uma grande celebração da ciência escolar.
O evento conta com a participação de alunos oriundos de 115 municípios paranaenses, que apresentam soluções práticas para demandas do cotidiano escolar e de suas comunidades. Nesta edição, o processo seletivo contabilizou 1.192 inscrições, resultando na seleção de 688 trabalhos para a exposição presencial. Os projetos encontram-se divididos nas categorias FECCI Kids, Júnior e Jovem, abrangendo desde o Ensino Fundamental até a Educação de Jovens e Adultos (EJA), além da Educação Profissional Técnica.
A gama de conhecimentos abarcada pelos estudantes inclui áreas como Ciências da Saúde, Biológicas, Exatas, Humanas, Agrárias, além de Inovação Tecnológica e Robótica. Grande parte dessas iniciativas surgiu no âmbito dos clubes de ciências vinculados à rede estadual, embora a programação também conte com a presença de alunos da rede privada.
Oficinas, experiências interativas e museus
Além da exposição de trabalhos, a programação da FECCI 2026 disponibiliza atividades interativas gratuitas. Ao longo dos três dias, o público pode participar de 10 oficinas diferentes, distribuídas em 14 sessões, que abordam temas variados como robótica, mudanças climáticas, saúde, comunicação científica e protagonismo feminino. A Arena Sesc também abriga competições e exibições de robótica com a presença de equipes especializadas.
A programação cultural e literária inclui o lançamento de três publicações digitais voltadas à divulgação científica na Educação Básica, promovido pela Rede Paraná Faz Ciência, além da apresentação da peça teatral Pingo: uma gotinha rumo ao mar. O encerramento do evento, na sexta-feira à tarde, será marcado pela cerimônia de premiação dos destaques da edição.
O público que visita o campus da UTFPR também tem acesso a estandes de museus e instituições de destaque, como o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da UEM, o Museu de Ciências Naturais da UFPR, o Museu de Tecnologias da UTFPR (MUTEC) e o Parque da Ciência Newton Freire Maia. O evento conta, ainda, com a participação da Polícia Científica do Paraná, Fiocruz, Sesi, Sesc e de projetos itinerantes como o ZikaBus e o Rebimar, que levam atividades educativas para a área externa do campus.
A abertura oficial contou com a presença de diversas autoridades e representantes institucionais, incluindo Antônio Jordão da Silva Jr. (Receita Federal), Cristiane Jakmiu (Seed), Paulo Batista de Souza (diretor do câmpus Curitiba da UTFPR), Marco Aurélio Pelegrina (Seti) e Estela Endlich (Secretaria da Educação de Curitiba).
Serviço: A FECCI 2026 permanece aberta ao público até o dia 6 de novembro, no Campus Neoville da UTFPR, situado na Rua Pedro Gusso, 2601, na Cidade Industrial de Curitiba. O acesso a todas as atividades da programação é gratuito.
Fonte:: parana.pr.gov.br


