Serpro aposta em inteligência artificial soberana para baratear custos de tokens no Brasil

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

A inteligência artificial soberana desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), apresentada oficialmente durante o evento Febraban Tech 2026, tem como um de seus principais objetivos oferecer uma alternativa competitiva e economicamente viável para a aquisição de tokens por corporações dos setores público e privado em solo nacional.

De acordo com Carlos Rodrigo Fonseca Lima, superintendente de Inteligência Artificial do Serpro, o mercado atual enfrenta cenários de escassez e custos elevados para a aquisição de tokens, além de concentrar essas operações fora das fronteiras brasileiras. A proposta da ferramenta é justamente internalizar esse ecossistema, garantindo condições financeiras atrativas para organizações de pequeno, médio e grande porte que buscam otimizar seus processos tecnológicos sem depender exclusivamente de infraestruturas estrangeiras.

Modelo de atuação e segurança de dados

Em entrevista concedida à CDTV, o executivo detalhou que o modelo de negócios da IA soberana abrange todas as etapas críticas de implementação, incluindo o treinamento dos sistemas, a instalação técnica e a operação contínua conduzida diretamente por funcionários da estatal e nas dependências da própria instituição governamental.

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Questionado sobre a receptividade do mercado privado e de instituições financeiras em relação ao armazenamento de informações corporativas em data centers governamentais, Carlos Lima destacou as vantagens competitivas da abordagem. Para o representante da empresa pública, a garantia de custódia em território nacional, aliada aos rigorosos padrões de segurança cibernética aplicados pelo governo, representa um diferencial estratégico relevante para empresas que priorizam a proteção e a soberania de seus dados sensíveis.

Fase de testes e foco na eficiência financeira

Atualmente, a tecnologia passa por uma fase prática de validação. Um projeto-piloto está em andamento em parceria com um órgão público, envolvendo um grupo inicial de 250 usuários focados em atividades de codificação de software.

O objetivo principal dessa fase experimental é mensurar com precisão a estrutura de custos envolvida na utilização dos tokens. Segundo a gestão do Serpro, a equação financeira tornou-se central no desenvolvimento tecnológico atual, tornando inviável projetar estratégias de inteligência artificial sem um controle rígido de despesas operacionais.

O projeto utiliza um Modelo de Linguagem de Grande Escala (LLM, na sigla em inglês) próprio, desenvolvido internamente pela estatal brasileira. A diretoria da instituição resume a iniciativa como uma solução desenvolvida integralmente no país para atender às demandas estratégicas do mercado interno, reforçando o conceito de uma ferramenta concebida “do Brasil para o Brasil”.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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