A poucos dias do confronto entre Inglaterra e México, o treinador Thomas Tuchel respondeu a várias perguntas durante uma entrevista, incluindo questões sobre as dificuldades enfrentadas em locais de grande altitude, memórias de partidas passadas e até um boato que ganhou destaque na imprensa britânica. Neste sábado, Tuchel deixou claro que sua equipe não tem a intenção de utilizar Viagra para mitigar os efeitos da altitude da Cidade do México e afirmou que não há desejo de vingança pela eliminação da Inglaterra na Copa do Mundo de 1986 no Estádio Azteca.
A especulação sobre o uso do medicamento surgiu após alguns tabloides ingleses alegarem que a seleção poderia recorrer ao citrato de sildenafila, princípio ativo do Viagra, em virtude de sua capacidade vasodilatadora. De acordo com essas publicações, a utilização do remédio poderia facilitar a adaptação às condições de altitude e contaria com uma autorização excepcional da Agência Mundial Antidoping (WADA).
Entretanto, Tuchel foi enfático ao desmentir esses rumores. “Essa informação não é verdadeira, não procede”, declarou o técnico da seleção inglesa.
Apesar de ter rejeitado o uso de medicamentos, Tuchel admitiu que jogar a mais de dois mil metros de altitude é um desafio a ser enfrentado. Ele compartilhou que sentiu dores de cabeça e dificuldades para dormir após a chegada à Cidade do México, sintomas que também foram relatados por alguns jogadores durante o primeiro treinamento no local.
O treinador explicou que a comissão técnica programou a viagem para que o grupo pudesse se adaptar melhor às novas condições antes do jogo. Ele acredita que a Inglaterra precisará estar atenta à pressão inicial do México até que consigam encontrar seu ritmo durante a partida.
Memórias do Azteca, mas foco no presente
Durante a entrevista, Tuchel também foi questionado sobre a simbologia que representa retornar ao Estádio Azteca, que foi palco da famosa derrota da Inglaterra para a Argentina nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986. Essa partida é lembrada pelos dois gols marcantes de Diego Maradona, incluindo o polêmico lance conhecido como “La Mano de Dios”.
O comandante inglês reconheceu que essa partida ainda é um capítulo significativo na história do futebol britânico, mas descartou qualquer motivação de vingança relacionada a esse passado. “Todos lembram daquele gol. Foi um momento icônico e uma grande decepção para nós. A dor ainda existe, mas não estamos aqui por causa disso. O adversário não é o mesmo e estamos totalmente focados no novo desafio que temos pela frente”, explicou Tuchel.
O confronto entre México e Inglaterra está marcado para este domingo, às 21h (horário de Brasília), válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O time vencedor terá pela frente nas quartas de final o ganhador do embate entre Brasil e Noruega.
Fonte: cnnbrasil.com.br


