União Europeia exclui Brasil de exportações de carnes devido a exigências sanitárias

Marcelo Borges
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Foto:   • Divulgação

A União Europeia tomou a decisão de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes para o bloco. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 12 de setembro, e a informação já foi comunicada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Essa medida entrará em vigor no dia 3 de setembro.

Conforme o documento divulgado, a exportação de animais vivos destinados à produção de alimentos está proibida, incluindo bois, cavalos, ovos, peixes, mel e aves. A justificativa apresentada pela UE é que o Brasil não forneceu garantias suficientes relacionadas ao uso de antimicrobianos na criação de animais. A ausência dessas informações contraria as regras de controle de uso de antibióticos na pecuária que são adotadas pela União Europeia.

A União Europeia ainda informou que o Brasil poderá voltar a integrar a lista, caso apresente as garantias necessárias em relação ao uso de antimicrobianos. Essa possibilidade ressalta a importância do cumprimento das normas sanitárias exigidas pelo bloco europeu.

A lista atualizada foi estabelecida em 2024 e inclui países como México, Argentina e Colômbia. Esses países foram mantidos na relação por estarem em conformidade com as exigências sanitárias da UE, possibilitando a continuidade das exportações de carnes para o bloco.

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O anúncio da exclusão do Brasil ocorre em um contexto de mudança, já que desde o dia 1º de agosto está em vigor uma fase provisória do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Essa decisão é interpretada como uma sinalização política aos agricultores e pecuaristas europeus, muitos dos quais expressam oposição ao tratado. A medida pode impactar não somente as relações comerciais, mas também a percepção do mercado europeu em relação à segurança alimentar e à qualidade dos produtos exportados pelo Brasil.

A situação gerada pela exclusão do Brasil destaca a necessidade de alinhamento às normas internacionais, principalmente em um setor tão relevante para a economia brasileira quanto o agronegócio. A exportação de carnes é uma das importantes

O impacto econômico dessa exclusão é significativo, e o governo brasileiro terá que agir rapidamente para atender às demandas da União Europeia. Essa ação requer um esforço conjunto entre o setor privado e as autoridades governamentais para garantir que as normas sanitárias sejam cumpridas e que o Brasil possa ser reintegrado à lista de exportadores.

Os próximos passos da gestão brasileira incluem a coleta de dados e a apresentação de garantias adequadas para que o país possa retomar seu status de exportador de carnes para a União Europeia. A retomada da confiança do bloco nas práticas de sanitárias e de uso de antimicrobianos é essencial para evitar prejuízos a longo prazo para o setor agropecuário brasileiro.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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