Anatel homologa resultado de leilão de 700 MHz e rejeita recurso da TIM

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deliberou de forma unânime em sua reunião do dia 21 de maio, rejeitando o recurso administrativo interposto pela TIM. O pedido contestava a habilitação da Amazônia Serviços Digitais e Telecomunicações e a adjudicação do lote A1 no recente leilão da faixa de 700 MHz. Além de descartar o recurso da operadora, a Anatel homologou oficialmente os resultados dos lotes A1 a A5 do Edital nº 1/2026-SOR/SPR/CD-ANATEL. O montante arrecadado com as propostas chegou a aproximadamente R$ 23 milhões.

O leilão, que exigirá um investimento estimado de R$ 2 bilhões, tem como objetivo expandir a conectividade em mais de 864 localidades, priorizando áreas rurais e remotas. Isso incluirá a disponibilização de sinal em aproximadamente 6,5 mil quilômetros de rodovias federais em 16 estados brasileiros, que atualmente enfrentam desafios significativos quanto à cobertura de telecomunicações.

A TIM, em seu recurso, questionava a decisão da Comissão Especial de Licitação (CEL), que havia reconhecido o cumprimento das condições de participação e a prévia habilitação da Amazônia Serviços Digitais e Telecomunicações, além de ter adjudicado à empresa o lote A1. A operadora alegou a existência de uma suposta relação de coligação societária que estaria em desacordo com as regras do edital.

Após análise do caso, o conselheiro relator Edson Holanda concluiu que não foi apresentada evidência convincente de qualquer vínculo de controle ou coligação entre as empresas que participaram do leilão. A investigação revelou que o edital proibia apenas a submissão de múltiplas propostas para o mesmo lote por empresas que estivessem controladas ou coligadas entre si.

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Além disso, a Anatel afastou as críticas relacionadas a supostas irregularidades na declaração societária da Amazônia Serviços Digitais e Telecomunicações. O Conselho Diretor considerou que a documentação foi devidamente assinada e que a empresa estava operando sob controle compartilhado entre os acionistas, sem uma controladora definida.

Com a decisão de rejeitar o recurso da TIM, a Anatel foi capaz de homologar os resultados dos lotes A1 a A5 do leilão. A distribuição da adjudicação ficou assim estabelecida:

  • Amazônia Serviços Digitais e Telecomunicações: Lote A1 (abrangendo São Paulo e Região Norte);
  • Brisanet: Lotes A2 e A3 (abrangendo as regiões Nordeste e Centro-Oeste);
  • Unifique: Lote A4 (atendendo à Região Sul);
  • IEZ! Telecom: Lote A5 (abrangendo o Sudeste, exceto o estado de São Paulo).

Este leilão representa um passo significativo na redução das desigualdades de conectividade no Brasil, especialmente em regiões que historicamente foram deixadas à margem quando se trata de acesso a serviços de comunicação. O foco em áreas rurais e em rodovias federais reflete a preocupação da Anatel em melhorar a infraestrutura de telecomunicações e fomentar o desenvolvimento econômico e social nessas localidades.

Fonte: convergenciadigital.com.br

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