Athletico detalha valores atualizados da dívida da Arena da Baixada

Marcelo Borges
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Letreiro da fachada da Arena da Baixada. (Foto:...

O Club Athletico Paranaense divulgou oficialmente nesta quarta-feira (30) um balanço detalhado com os números atualizados referentes ao financiamento da reforma da Arena da Baixada. A manifestação da diretoria e da presidência do clube ocorreu após a repercussão de declarações recentes concedidas pelo advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira durante participação no podcast Carneiro & Mafuz.

De acordo com o comunicado oficial emitido pela instituição rubro-negra, o saldo devedor total da dívida está atualmente calculado em R$ 358,2 milhões. No entanto, considerando o montante ainda disponível em potencial construtivo — que soma R$ 228 milhões —, a responsabilidade financeira líquida que ainda precisará ser quitada pelo Furacão com recursos próprios é de R$ 130,1 milhões. Esse valor remanescente será liquidado ao longo das 12 parcelas anuais que restam no contrato, incidindo sobre elas juros de 1,9% ao ano acrescidos da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).

Histórico de pagamentos e acordo tripartite

Os dados apresentados pelo clube demonstram que já foram repassados à Fomento Paraná um montante acumulado de R$ 372 milhões desde a repactuação da dívida, formalizada em julho de 2023. Desse total pago até o momento, apenas R$ 28,4 milhões vieram de recursos originados do potencial construtivo, evidenciando o esforço financeiro direto da diretoria athleticana.

O cronograma de amortização teve início com o pagamento de uma entrada de R$ 50 milhões realizada via PIX em julho de 2023, inteiramente com recursos próprios. Na sequência, o clube honrou as seguintes obrigações:

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  • Em 2024, foi quitada a primeira parcela no valor de R$ 67,6 milhões, totalmente custeada pelo clube;
  • Em 2025, a segunda parcela totalizou R$ 67,5 milhões, sendo R$ 6,9 milhões oriundos de potencial construtivo e R$ 60,6 milhões de caixa próprio;
  • Em 11 de setembro, o clube efetuou o pagamento da terceira parcela, fixada em R$ 62,1 milhões, com R$ 21,4 milhões provenientes de potencial construtivo e R$ 40,7 milhões de recursos próprios.

Somando todas as faturas e aportes realizados até agora, o Athletico já desembolsa uma cifra aproximada de R$ 247,2 milhões de seu próprio caixa, montante que desconsidera eventuais despesas com honorários advocatícios vinculados ao processo.

Participação do Estado e da Prefeitura

O arranjo financeiro para a modernização do estádio com vistas à Copa do Mundo de 2014 envolveu um modelo tripartite, congregando o Athletico, o Governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba. A Fomento Paraná confirmou que a administração estadual injetou R$ 75 milhões no ano de 2024, montante direcionado ao Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE). Paralelamente, o município de Curitiba repassou R$ 49,3 milhões diretamente à instituição financeira estadual.

Apesar da quitação dessas faturas por parte do poder público, pendências históricas continuam gerando debates nos bastidores da política local. A Prefeitura de Curitiba busca resolver a regularização definitiva de três imóveis que foram despropriados na época para viabilizar as intervenções estruturais no entorno do estádio, permitindo que o clube passe a deter a propriedade legal dos terrenos.

A condução dessas tratativas pelo poder público municipal gerou críticas públicas por parte do presidente do conselho administrativo do Athletico, Mario Celso Petraglia. O dirigente externou insatisfação com a postura da administração da capital, argumentando que os termos firmados originalmente não estariam sendo integralmente cumpridos, especialmente no que tange aos valores atribuídos ao potencial construtivo.

Origem e evolução dos valores da reforma

Conforme registros do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), o custo inicial da reforma da Arena da Baixada atingiu R$ 346,2 milhões, com R$ 291 milhões obtidos por meio de financiamento junto à Fomento Paraná. Com o passar dos anos e a incidência de encargos contratuais, a dívida chegou a patamares expressivos antes de passar por novas negociações legislativas e administrativas para viabilizar o equacionamento definitivo do passivo financeiro entre os parceiros envolvidos.

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Fonte:: umdoisesportes.com.br

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