Por Carneiro Neto
24/05/2026 18:46 – Atualizado: 24/05/2026 18:46
No último sábado, a Vila Capanema estava preparada para comemorar o retorno do Paraná Clube à Série A do Campeonato Paranaense. No entanto, o que se viu no primeiro tempo foi um cenário de tensão. O Araucária aproveitou uma penalidade máxima cometida de forma boba e abriu o placar, deixando os torcedores paranistas preocupados.
A equipe do Paraná parecia visivelmente nervosa, tendo dificuldades em dar sequência às jogadas, mesmo com uma bola na trave e várias tentativas contra a bem organizada defesa do Araucária. No intervalo, com certeza o técnico Tcheco teve uma conversa decisiva com os jogadores, buscando acalmá-los, corrigir posicionamentos em campo e, acima de tudo, incentivar a equipe a jogar com mais liberdade.
A estratégia funcionou, pois logo no início do segundo tempo, aos 45 segundos, Daniel Cruz empatou o jogo. Com a moral em alta, o Paraná não demorou a marcar o segundo gol, também proveniente de um pênalti. O estádio Durival Britto e Silva explodiu em comemorações ao ver mais uma bola na trave e, finalmente, o desfecho que todos esperavam.
Por outro lado, o Athletico buscava retomar o caminho das vitórias fora de casa após quatro meses sem triunfo como visitante. O jogo foi marcado por diversas ocorrências, incluindo incidentes e uma arbitragem bastante contestada, cuja insegurança atrapalhou o desenvolvimento da partida. O time comandado por Odair Hellmann começou de forma hesitante, permitindo espaços ao Remo, que logo abriu o marcador com um gol de Jajá, que finalizou de primeira após um cruzamento da direita.
Com o passar do tempo, o Furacão foi se ajustando e conseguiu empatar após um lance discutível em que o meia Zapelli fez um gol de costas. No entanto, o árbitro invalidou o gol alegando toque de mão, um erro que gerou revolta, dado que Zapelli tinha o braço próximo ao corpo, o que não deveria ter sido considerado uma infração.
Apesar da polêmica, o Athletico continuou buscando a igualdade e conseguiu com Viveros, que finalizou após um excelente cruzamento de Claudinho. A situação do jogo complicou ainda mais para o Remo quando Jajá foi expulso por um gesto considerado obsceno, deixando a equipe em desvantagem numérica.
Com um jogador a mais, Odair decidiu atacar com tudo no segundo tempo, alinhando quatro jogadores de frente: Mendoza, Viveros, Julimar e Leozinho. O gol da virada veio novamente com Viveros, que mostrava estar em ótima fase.
Contudo, a polêmica não parou por aí. O atacante Marcelinho caiu após uma disputa com Claudinho, e o árbitro inicialmente assinalou um pênalti, mas, após revisão do VAR, a decisão foi corrigida, mantendo o jogo sem mais penalidades contestadas.
Nos momentos finais da partida, Leozinho deixou os torcedores na expectativa ao marcar o que poderia ser o terceiro gol do Furacão, mas o árbitro e o VAR invalidaram o lance por um impedimento discutível, mais uma vez gerando indignação entre jogadores e torcedores.
O Paraná Clube, por sua vez, não só garantiu seu acesso à elite do Paranaense, mas trouxe de volta a esperança para seus torcedores. A vitória foi celebrada como uma verdadeira festa, simbolizando um novo começo para a equipe.
Agora, todos os olhares estão voltados para o próximo desafio, onde tanto Athletico quanto Paraná Clube esperam trazer mais alegrias para suas torcidas. A expectativa é de que os dois times se preparem para os próximos confrontos com foco e determinação, buscando o sucesso necessário na competição.
Fonte: umdoisesportes.com.br


