Avanços no diagnóstico e tratamento do câncer de mama trazem esperança para pacientes

Marcelo Borges
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O câncer de mama permanece como a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres em território brasileiro, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Projeções divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer indicam a expectativa de 78.610 novos diagnósticos da doença no Brasil. No estado do Paraná, as estimativas apontam para 4.300 ocorrências, sendo que apenas na capital curitibana o volume projetado atinge a marca de 820 casos.

Durante participação no programa CBN Curitiba 2ª edição, o oncologista clínico Gustavo Vasili Lucas, vinculado ao Instituto de Oncologia do Paraná, detalhou que a elevação estatística nos registros decorre tanto do aprimoramento dos métodos diagnósticos quanto da real expansão da incidência da enfermidade na população.

De acordo com o especialista, as constantes campanhas de conscientização promovidas ao longo dos anos, somadas a estratégias mais eficientes de rastreamento populacional, permitiram que uma parcela expressiva de tumores passasse a ser detectada precocemente. Paralelamente, fatores demográficos e comportamentais, a exemplo do envelhecimento progressivo da população e de modificações nos estilos de vida, também exercem forte influência sobre o crescimento dos índices.

Estilo de vida e fatores de risco

Embora parte dos fatores determinantes para o desenvolvimento da patologia não possa ser alterada por intervenções diretas, como a idade avançada, o histórico familiar e a presença de mutações genéticas específicas, existem aspectos passíveis de modificação que auxiliam na diminuição da probabilidade de adoecimento.

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Entre os elementos modificáveis apontados pelo médico estão o consumo regular de bebidas alcoólicas, o excesso de peso, a inatividade física e o tabagismo. A adoção de uma rotina voltada para a preservação de hábitos saudáveis e a manutenção do peso corporal adequado configura uma das principais frentes de atuação na medicina preventiva.

Adicionalmente, mulheres que apresentam histórico familiar direcionado necessitam de protocolos de monitoramento diferenciados e iniciados em idades mais jovens. O acompanhamento rigoroso é indicado especialmente em cenários que envolvem diagnósticos de câncer de mama antes dos 40 anos entre parentes próximos, incidência de câncer de ovário, ocorrência de câncer de mama em homens, além da multiplicidade de casos na mesma linhagem familiar e a presença de síndromes hereditárias conhecidas.

A evolução constante nas terapias oncológicas, combinada com a detecção em fases iniciais da doença, tem ampliado de forma significativa as alternativas de tratamento e as perspectivas de qualidade de vida para as pacientes atendidas na rede de saúde.

Fonte:: cbncuritiba.com.br

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