Balanço oficial aponta mais de 6.500 mortes na Venezuela após terremotos

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Estadao.com.br

O governo interino da Venezuela atualizou nesta segunda-feira, 24, o balanço oficial de vítimas decorrentes do forte abalo sísmico que atingiu o país há exatos dois meses. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, o número total de mortos chegou a 6.509 pessoas, marcando uma tragédia humanitária de proporções históricas para a nação sul-americana.

A catástrofe teve início quando dois tremores consecutivos, com magnitudes impressionantes de 7,2 e 7,5, devastaram o norte da Venezuela em 24 de junho. O impacto foi especialmente severo no estado litorâneo de La Guaira, uma região que sofreu danos catastróficos na infraestrutura urbana, incluindo o desabamento de pelo menos 190 edifícios residenciais e comerciais. O novo boletim oficial adicionou 71 óbitos em relação ao relatório anterior, que contabilizava 6.438 vítimas fatais.

Es esforços contínuos de busca e resgate

Mesmo com o passar das semanas, a situação no litoral venezuelano continua mobilizando esforços de socorro. Grupos de voluntários e familiares de vítimas permanecem atuando na região de La Guaira, mantendo as operações de busca por corpos sob os escombros dos prédios destruídos. A dedicação dessas equipes é fundamental diante da complexidade dos escombros acumulados nas áreas mais atingidas.

Até o momento, a administração liderada pela Delcy Rodríguez ainda não forneceu um levantamento definitivo sobre o número de pessoas que continuam desaparecidas, o que mantém muitas famílias em situação de angústia e incerteza quanto ao paradeiro de seus entes queridos.

- Publicidade-

Crise habitacional e impacto social

Além das perdas humanas irreparáveis, os tremores de terra deixaram um rastro de destruição material massivo. Conforme o relatório governamental, cerca de 25.240 residências foram consideradas totalmente inabitáveis, comprometendo o teto de milhares de famílias. Para mitigar os riscos de novos desabamentos decorrentes da instabilidade estrutural, as autoridades locais realizaram diversas operações de implosão controlada em edifícios que apresentavam risco iminente de colapso em La Guaira.

Enquanto a reconstrução de longo prazo não avança, milhares de desabrigados enfrentam uma realidade dura e desafiadora. Essas pessoas vivem atualmente em acampamentos temporários, onde as condições de infraestrutura são precárias. A situação humanitária nos acampamentos tem sido agravada pelas chuvas torrenciais que atingiram a região nas últimas semanas, intensificando o sofrimento da população afetada.

Em resposta à crise habitacional, o governo informou que conseguiu entregar 335 moradias às famílias prejudicadas pelo desastre. No entanto, o volume de entrega ainda está distante da meta anunciada pelas autoridades, que prometeram disponibilizar um total de 4.000 unidades habitacionais ao longo deste ano para atender aos desabrigados.

Fonte:: estadao.com.br

Compartilhe esta notícia