Brasil mantém invencibilidade e liderança isolada no Sul-Americano feminino de vôlei

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: © Mauricio Val/FV Imagem/CBV

A seleção brasileira feminina de voleibol deu mais um passo importante rumo a mais um título continental ao derrotar a Colômbia por 3 sets a 0, em partida realizada na noite desta quinta-feira (10) no ginásio do Maracanãzinho, localizado na cidade do Rio de Janeiro. O confronto, considerado o mais difícil da equipe até o momento na competição, foi válido pelo Campeonato Sul-Americano da modalidade e terminou com parciais de 25/19, 25/18 e 36/34, garantindo que o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães siga na ponta da tabela de classificação.

Com o resultado positivo, o Brasil chegou aos nove pontos ganhos e manteve 100% de aproveitamento, sem ter perdido nenhum set nas três partidas disputadas até agora no torneio. Vale destacar que no regulamento da competição, vitórias conquistadas por 3 sets a 0 ou 3 a 1 rendem três pontos para a equipe vencedora. A segunda colocação da tabela pertence atualmente à Argentina, que também soma três triunfos, mas possui um ponto a menos por ter tido um desempenho diferente em pontuação ao longo das rodadas.

Em quadra, a ponteira Ana Cristina voltou a desempenhar um papel fundamental para o sucesso da equipe nacional, terminando a partida como a maior pontuadora ao acumular 28 pontos no total. Desses, impressionantes 16 pontos foram anotados apenas durante o terceiro e último set, que exigiu enorme esforço físico e mental de todas as atletas. Do lado colombiano, as ponteiras Laura Pascua, com 15 pontos, e Ana Olaya, com 14, foram as principais ameaças e impuseram grande dificuldade às brasileiras, especialmente na parcial derradeira, que se estendeu por dramáticos 41 minutos de duração, contrastando com as duas primeiras etapas, que duraram menos de meia hora cada.

A capitã e ponteira Gabi também contribuiu de maneira significativa para o desempenho ofensivo do Brasil, somando dez pontos, enquanto a oposta Sabrina colaborou com outros nove pontos. Apesar da vitória em sets diretos, a comissão técnica e as jogadoras precisaram lidar com um volume elevado de erros cometidos pela equipe brasileira, que somou 86 falhas ao longo do duelo. Para efeito de comparação, nos compromissos anteriores contra a Venezuela, na terça-feira (8), e contra o Peru, na quarta-feira (9), a equipe havia cometido 75 erros em cada um dos confrontos.

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Nem todas as notícias da noite, no entanto, foram de celebração plena. O ponto negativo do confronto foi a lesão da oposta Rosamaria, que precisou deixar a quadra logo no início do segundo set. A atleta sentiu dores no joelho direito após um choque com a líbero Nyeme no momento em que tentavam realizar uma defesa. Substituída por Sabrina, Rosamaria recebeu atendimento médico imediato no vestiário do ginásio e deverá ser submetida a exames complementares para avaliar a gravidade do problema físico.

O Campeonato Sul-Americano de Vôlei Feminino reúne um total de seis seleções nacionais, que se enfrentam em turno único no sistema de pontos corridos. Ao término de cinco rodadas intensas, a equipe que acumular o maior número de pontos será coroada campeã do torneio e garantirá de forma direta a tão sonhada vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos, que serão realizados em 2028. A seleção brasileira ostenta o histórico de maior vencedora da história da competição, acumulando 23 títulos, sendo os últimos 15 conquistados de maneira consecutiva.

A trajetória da seleção brasileira na competição regional prossegue neste sábado (12), a partir das 13h30, no horário de Brasília, quando as jogadoras entram em quadra para enfrentar a seleção do Chile. O encerramento da campanha brasileira no torneio acontecerá no domingo (13), às 12h, em um clássico regional e decisivo contra a Argentina, partida que poderá definir o título e o passaporte olímpico para as sul-americanas.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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