Cantor Netinho de Paula denuncia racismo contra neto em escola de São Paulo

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Neto de Netinho de Paulo foi alvo de insultos r...

O cantor Netinho de Paula utilizou suas redes sociais para relatar um caso de racismo que teria ocorrido com seu neto, de 16 anos, no Colégio Municipal Tom Jobim, localizado em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Segundo o artista, os episódios de discriminação teriam acontecido em um grupo de mensagens privado entre alunos da escola.

Netinho de Paula pediu uma ação urgente da direção da escola e da Secretaria Municipal de Educação, solicitando uma “postura firme e pública” em relação à situação. Entre as medidas requisitadas, estão serviços de acolhimento psicológico e iniciativas pedagógicas voltadas para a conscientização sobre o racismo.

No post, o cantor incluiu um print da conversa que contém mensagens de conteúdo racista direcionadas a seu neto. Em uma das mensagens, uma aluna compartilhou uma figurinha com conotação racista, o que, segundo Netinho, não deve ser encarado como uma mera “brincadeira”.

“Pode parecer ‘brincadeira’ para alguns. Mas para nós, que conhecemos o peso da cor da pele nesta sociedade, isso é racismo recreativo. É a perpetuação de um estereótipo que desumaniza, ridiculariza e fere a alma de um menino que, assim como tantos outros, é fruto de um relacionamento interracial e carrega em si a beleza e a força da cultura negra”, afirmou o cantor em seu desabafo.

- Publicidade-

Além do pedido de medidas imediatas, o artista também sugeriu que a escola promovesse debates e atividades educativas sobre a conscientização antirracista e os impactos da discriminação racial, com o intuito de prevenir casos semelhantes no futuro.

Em resposta ao ocorrido, a Secretaria Municipal de Educação e a direção do Colégio Tom Jobim emitiram uma nota lamentando o episódio e assegurando que a estudante responsável pela atitude racista já recebeu “medidas educativas voltadas à reflexão sobre a gravidade do ocorrido”.

A nota esclarece que o incidente se deu em um ambiente fora do controle da instituição, dado que a conversa aconteceu em um grupo de mensagens privado, e não no âmbito escolar. No entanto, a escola repudiou firmemente qualquer ato de racismo entre os alunos, reafirmando seu compromisso com o respeito mútuo entre todos.

Abaixo, a nota na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Educação e a Direção do Colégio Tom Jobim esclarecem que o lamentável episódio de racismo ocorreu em um grupo de mensagens privado, não institucional, e fora do ambiente e horário escolar. Contudo, por se tratar de estudantes que compartilham o mesmo convívio escolar, a instituição repudia veementemente essa inadmissível atitude.

- Publicidade-

Diante do fato, os responsáveis foram prontamente acionados e a estudante autora do ato já recebeu medidas educativas voltadas à reflexão sobre a gravidade do ocorrido. Reiteramos nosso compromisso absoluto com o respeito mútuo.

Informamos ainda que, conforme a Lei 15.100/205 regulamentada pelo decreto 12.385/2025, os estudantes não podem utilizar celulares e dispositivos eletrônicos durante as aulas, e essa restrição também se aplica aos recreios e intervalos.”

Até o momento, Netinho de Paula não divulgou se a família registrou um boletim de ocorrência sobre o incidente. É importante destacar que a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é caracterizada como crime pela Lei Nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, com penas que variam de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa.

- Publicidade-

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Tópicos: Adolescente, Crime, Racismo

Fonte: cnnbrasil.com.br

Compartilhe esta notícia