Clássico eletrizante no Couto Pereira termina em empate e acende sinal amarelo no Athletico

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Renan Peixoto errou tudo no clássico. Foto: Mon...

O Estádio Couto Pereira foi palco de um eletrizante e movimentado Atletiba que terminou com o placar igualado em 3 a 3 entre Coritiba e Athletico Paranaense. O confronto, contudo, aconteceu sob circunstâncias meteorológicas severas que levantaram debates sobre a viabilidade da partida na capital paranaense.

Apesar da reconhecida qualidade do sistema de drenagem da praça esportiva do Coritiba, o volume de água deixou o gramado completamente encharcado e impraticável para a prática convencional da modalidade. Durante os mais de 90 minutos de bola rolando, o que se viu esteve longe de uma atuação técnica refinada, sendo substituído por uma demonstração intensa de entrega, transpiração e muita luta por parte dos dois elencos.

O Athletico soube ler melhor o cenário adverso nos minutos iniciais. Tirando proveito das limitações impostas pelo campo pesado, o Furacão construiu vantagem no marcador através de jogadas ensaiadas de bola parada. No total, todas as seis alterações no placar da partida nasceram de lances originados em bolas paradas, única maneira eficiente de ameaçar as metas dadas as condições do piso.

O embate também foi marcado por momentos de grande rispidez, reclamações veementes e muita catimba. O Coritiba teve Breno Lopes expulso após aplicação rigorosa da nova diretriz disciplinar, em um lance considerado evitável pela postura do atleta.

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Com a superioridade numérica em campo por algum período, o Rubro-Negro conseguiu ampliar a diferença, mas voltou a demonstrar fragilidades defensivas crônicas ao sofrer tentos pelo mesmo expediente aéreo. Destaque individual para Josué, responsável por cobrar três faltas com extrema precisão e contabilizar três assistências ao longo do confronto.

O grande calcanhar de Aquiles rubro-negro na partida voltou a ser o setor defensivo, uma deficiência que vem se repetindo rodada após rodada e resultando em um alto índice de gols sofridos. Vale ressaltar que o goleiro Mycael não teve qualquer responsabilidade direta nos três tentos sofridos, evidenciando que o problema coletivo exige correções urgentes por parte da comissão técnica comandada por Odair.

Mesmo administrando uma vantagem confortável de 3 a 1 no marcador até os 45 minutos da etapa complementar, o Athletico demonstrou falta de estabilidade emocional e tática para segurar o resultado. Aproveitando-se das brechas defensivas, o Coritiba buscou o empate com dois gols de Moledo já nos acréscimos, decretando a igualdade no placar final.

O clássico paranaense fica marcado na memória pelo alto grau de combatividade, mas serve como um claro sinal de alerta para a diretoria e comissão técnica athleticana. Há uma necessidade urgente de reavaliar conceitos defensivos e repensar opções no grupo, especialmente diante de atuações abaixo da crítica de atletas como Portilla e Renan Peixoto, que enfrentaram dificuldades técnicas evidentes.

Apesar do tropeço nos instantes finais, o Furacão se mantém figurando no G4 ao término desta rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, o momento exige cautela redobrada, visto que o calendário reserva compromissos de altíssimo grau de dificuldade nas próximas semanas, desafio que agora será encarado sem a presença de Viveros.

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Fonte:: umdoisesportes.com.br

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