Copom reduz taxa básica de juros para 13,75% ao ano em nova decisão econômica

Marcelo Borges
2 min. de leitura
Foto: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) optou por promover uma nova redução na taxa básica de juros da economia brasileira. Durante a reunião realizada nesta quarta-feira (16), o colegiado determinou a queda da taxa Selic, que passou de 14% para 13,75% ao ano, marcando um movimento importante nos rumos da política econômica nacional.

Ao avaliar o panorama doméstico, o Banco Central apontou que a atividade econômica nacional tem apresentado um ritmo gradual de desaceleração. No que tange à inflação, o índice retomou a trajetória de desaceleração, situando-se atualmente dentro do teto do limite estabelecido pelo Banco Central, embora permaneça acima da meta oficial central estipulada. Além disso, as expectativas inflacionárias projetadas pelo mercado financeiro para os anos de 2026 e 2027 seguem patamares superiores à meta perseguida pela autoridade monetária.

No âmbito internacional, o comunicado oficial divulgado pelo comitê chamou atenção para os desdobramentos e desrespeitos geopolíticos decorrentes dos conflitos no Oriente Médio, bem como para as contínuas incertezas que cercam a trajetória das taxas de juros praticadas pelas principais economias desenvolvidas do planeta.

Sobre os passos futuros e a condução da política monetária para os próximos meses, o Copom reiterou que futuras alterações e definições na taxa Selic estarão estritamente condicionadas à evolução dos indicadores econômicos que serão divulgados no próximo período. Os membros do colegiado também enfatizaram a importância de manter um monitoramento rigoroso sobre a política fiscal executada pelo governo, avaliando de perto os reflexos que ela provoca sobre o controle monetário.

- Publicidade-

Por fim, o comitê destacou que o momento exige cautela redobrada diante do cenário de incertezas elevadas, que se manifestam tanto no ambiente doméstico quanto no cenário internacional, exigindo flexibilidade e vigilância constante por parte da autoridade monetária.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe esta notícia