O contrato futuro do ouro fechou em alta nesta sexta-feira (16), estendendo os ganhos registrados na sessão anterior, enquanto os investidores avaliam cuidadosamente os próximos passos para a trajetória das taxas de juros conduzida pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano). O movimento ocorreu após o presidente da instituição, Kevin Warsh, apresentar cautela e dar poucos sinais direcionais antes das últimas reuniões monetárias do ano.
Na Comex, a divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York), o contrato do ouro com vencimento em dezembro encerrou o pregão com valorização de 0,26%, cotado a US$ 4.181,10 por onça-troy. No mesmo sentido, a prata para o mesmo mês também avançou 0,26%, terminando negociada a US$ 57,305 por onça-troy. Apesar do fechamento positivo no último dia da semana, o desempenho acumulado nos sete dias mostrou retração: o ouro recuou 0,8%, enquanto a prata registrou queda mais acentuada, de 6%.
Durante sua participação em um painel na reunião anual do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kevin Warsh destacou que o banco central vai reavaliar o cenário macroeconômico global nos encontros de outubro e dezembro antes de definir novas diretrizes, evitando antecipar o rumo dos juros nos Estados Unidos.
Logo após as declarações oficiais, os indicadores monitorados pela ferramenta do CME Group passaram a precificar com maior probabilidade a manutenção dos juros na próxima reunião do Fed. Cabe destacar que o metal precioso tradicionalmente se beneficia em ambientes de taxas de juros mais baixas ou estáveis, uma vez que o ativo não gera rendimentos fixos na forma de cupons ou dividendos.
Em relatório enviado a clientes, analistas do Commerzbank pontuaram que, no atual contexto, “o que importa é menos o que ele disse do que o que ele não disse”. A avaliação da instituição financeira aponta que Warsh evitou sugerir qualquer possibilidade de aperto monetário iminente ou elevação de juros no curto prazo, reforçando apenas o compromisso institucional do Federal Reserve com a estabilidade de preços na economia norte-americana.
Com essa leitura por parte do mercado financeiro global, o ouro encontrou o suporte necessário para recuperar forças e voltar a ser negociado próximo ao patamar de US$ 4.200,00 por onça-troy.
Além da postura do banco central dos Estados Unidos, os preços do metal precioso receberam suporte adicional proveniente da fraqueza do dólar no câmbio internacional. A moeda norte-americana sofreu pressões vendedoras ligadas a crescentes preocupações de investidores em relação à sustentabilidade de investimentos multibilionários em Inteligência Artificial que vêm sendo alavancados por emissões de dívida.
Valor de uma barra de ouro chega a US$ 1 milhão
Fonte:: cnnbrasil.com.br


