O Athletico Paranaense é reconhecido por sua excelência em vários aspectos do futebol brasileiro e a relação duradoura com a Umbro é um exemplo claro desse sucesso. A colaboração entre o clube e a marca de materiais esportivos teve início em 1997, tornando-se a mais longa do Brasil no futebol e uma das cinco mais prolongadas do mundo.
No âmbito global, a parceria do Athletico com a Umbro é superada apenas por acordos como o da Adidas com o Bayern de Munique, iniciado em 1966, e com o River Plate, de 1982, além da Nike com o Paris Saint-Germain, a partir de 1989.
Em uma entrevista ao portal UmDois Esportes, Eduardo Dal Pogetto, que é diretor da Umbro Brasil e trabalha na empresa há quase duas décadas, compartilha detalhes sobre essa relação com o Furacão.
“O CAP é um clube muito peculiar. O Athletico optou por caminhos diferentes do que é comum no futebol brasileiro, adotou estratégias inovadoras e investiu em estrutura. É um clube extremamente profissional. Não que outros não sejam, mas o Athletico foi pioneiro. Se olharmos para o passado, vemos o estádio que o clube dispõe hoje e o CT do Caju. Quando entrei na Umbro, o CT do Caju tinha acabado de ser inaugurado, com uma estrutura invejável. Tanto que recebeu seleções durante a Copa do Mundo, incluindo a seleção brasileira antes da Copa de 2002”, relata Dal Pogetto.
“Este é um clube que se destaca por sua singularidade. Portanto, não seguiria o padrão de mercado de trocar de fornecedor constantemente. Devido à sua característica, o clube estabelece prazos e planos. A Umbro fez parte disso, criando planejamentos de três a cinco anos, crescendo juntos. É um clube que pensa no futuro e a longo prazo, e por essa razão, a parceria foi um sucesso”, explicou o diretor.
Adaptação da Umbro às mudanças de identidade do Athletico
Nos últimos 30 anos de colaboração, o Athletico se consolidou como uma força no cenário brasileiro e sul-americano. Durante esse período, o Rubro-Negro conquistou o Campeonato Brasileiro em 2001, a Copa do Brasil em 2019 e as edições da Sul-Americana em 2018 e 2021, além de ter disputado duas finais de Libertadores em 2005 e 2022.
Um marco significativo foi a rebranding do Athletico, que restaurou o ‘H’ no nome e modificou seu escudo logo na véspera da conquista da Sul-Americana de 2018 contra o Junior Barranquilla, da Colômbia. Dal Pogetto relata que a Umbro teve que se adaptar rapidamente a essa nova identidade.
“A nossa participação foi bastante restrita, a questão do layout, escudo e comunicação cabia mais ao clube. Nossa tarefa foi adaptar-nos a essa nova diretriz. É importante ressaltar que essa mudança no CAP foi acompanhada de um plano estratégico muito consistente do clube”, afirma.
“Fala-se muito da nova marca, mas na verdade há quatro pilares estratégicos bem definidos e objetivos traçados, incluindo a aspiração de conquistar a Libertadores em um determinado número de anos, além do crescimento financeiro. Acredito que o clube alcançou parte desses objetivos. Isso culminou em uma nova comunicação e escudo, o que toca a emoção dos torcedores. Embora alguns não tenham ficado satisfeitos, era um momento necessário para a mudança”, comenta o diretor da Umbro.
Com a descontinuação do tradicional uniforme listrado em vermelho e preto, as novas camisas do Athletico nos últimos anos enfrentaram resistência entre os torcedores. No entanto, a coleção de 2026, especialmente a recém-lançada camisa branca, trouxe um novo ânimo ao público.
“Pessoalmente, sou fã da nova camisa branca. Ela é maravilhosa e não perde para a camiseta número 1. Não víamos um lançamento tão positivo há muito tempo. Para agradar a todos, essa nova peça foi bem recebida. O torcedor também participou do processo. Esses processos de criação e desenvolvimento são complexos e a decisão final sempre cabe ao clube”, enfatiza Dal Pogetto.

No ano de 2022, um áudio do presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, se tornou viral ao comentar sobre a venda de uniformes do clube. Segundo ele, o Rubro-Negro vendia cerca de 60 mil camisas por ano na época.
Dal Pogetto não pôde revelar números exatos devido a cláusulas contratuais, mas ressaltou o esforço do Athletico em ampliar o número de pontos de venda. “Agora esse número é maior, mas não é a média do CAP, pois há variações. O próprio clube investe em aumentar a visibilidade, com uma loja fantástica no estádio e novos quiosques. Não posso afirmar números, mas os resultados já são superiores. O feedback que ele deu anteriormente parece ter surtido efeito”, concluiu Dal Pogetto.
Fonte: umdoisesportes.com.br


