Douglas Santos traz vivência do ouro olímpico para buscar o hexa

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: © Rafael Ribeiro/CBF

O lateral-esquerdo Douglas Santos é um dos três integrantes da seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo que fez parte do time medalhista de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. A conquista, à época, inédita, contou também com o zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar. Uma experiência que o defensor do Zenit, da Rússia, traz para a caminhada em busca do hexa mundial.

Experiência Olímpica

Douglas Santos, ao refletir sobre sua vivência nos Jogos Olímpicos, destacou o peso de representar o Brasil e a responsabilidade que vem junto. “Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro que era conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados”, afirmou o atleta.

Buscando o Inesquecível

“A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda”, acrescentou o jogador em entrevista coletiva, realizada no The Ridge, hotel em que a delegação está hospedada em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A temporada em que conquistou a medalha de ouro também marcou a estreia do lateral pela seleção principal, em um amistoso contra o Panamá. Douglas foi convocado para a seleção em 2013 e 2015, mas não teve a oportunidade de entrar em campo. Após nove anos, ele conseguiu uma nova chance em 2025 e se destacou, ganhando a confiança do técnico Carlo Ancelotti.

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Disputa por Vaga

No atual ciclo da seleção brasileira, Douglas Santos disputa a vaga de titular com o experiente Alex Sandro, que já participa de seu terceiro Mundial. O lateral, de 32 anos, tem sido elogiado por suas atuações consistentes, sendo descrito como alguém que faz o “feijão com arroz” bem feito, especialmente em sua parceria com o atacante Vinícius Júnior, que também atua pelo lado esquerdo.

“Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem [e gerar opção no ataque] e estar vigilante para, se ele perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma transferência ofensiva rápida. Tenho falado muito com o mister [Ancelotti] para estar atento a essas situações”, explicou o jogador.

Preparação para o Hexa

Douglas enfatizou a importância de fazer o simples com excelência, fazendo alusão ao “feijão com arroz” bem preparado. “Me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro”, afirmou.

Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil decide um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, em Nova Jersey. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, o clima entre os jogadores é de euforia. O técnico norueguês, Stale Solbakken, encerrou sua conversa com os atletas dizendo para Ancelotti “esperar”, insinuando que a equipe estava “chegando”.

No entanto, o treinador esclareceu que o que disse não foi uma provocação. Douglas Santos, por sua vez, admitiu que o discurso serviu de motivação, lembrando uma declaração do atacante japonês Kento Shiogai, que comentou que o Brasil “não era como antigamente”, poucos dias antes da seleção brasileira vencer o Japão por 2 a 1 e se classificar para as oitavas de final.

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“Vocês [jornalistas] viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol”, concluiu o lateral do Zenit, mostrando confiança para os próximos jogos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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