Em ato na capital paulista, estudantes criticam políticas educacionais

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Guilherme Jeronymo/Agência Brasil

Na tarde desta quarta-feira (20), estudantes de diversas universidades paulistas realizaram um ato em São Paulo, organizado pelos diretórios acadêmicos da USP, Unesp e Unicamp. Com uma participação estimada em cerca de 10 mil pessoas, os manifestantes tomaram as ruas da zona oeste da cidade em uma mobilização que teve início no Largo da Batata, no bairro de Pinheiros. O grupo seguiu em marcha em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado, passando por importantes vias como a Avenida Faria Lima.

Denúncias e reivindicações

Os manifestantes expressaram sua insatisfação com a precarização do ensino e as políticas de privatização implementadas pelo governo estadual. “A principal denúncia é contra a precarização do ensino e as privatizações impostas pelo governador”, afirmaram os organizadores. Os estudantes da USP, que estão em greve há aproximadamente um mês, lideraram a manifestação, que também contou com a presença de diversas entidades sindicais, especialmente aquelas ligadas aos trabalhadores da educação. Estudantes de Unesp e Unicamp, que têm realizado paralisações recentemente, também se juntaram ao movimento.

Durante a marcha, os estudantes exigiram ações concretas por parte do governo, incluindo aumento de investimentos em permanência estudantil e melhorias nas condições de trabalho das instituições acadêmicas. Além disso, solicitaram a contratação de mais professores e a implementação de políticas voltadas para moradia e alimentação estudantil.

- Publicidade-

Fiscalização e segurança

Relatos de estudantes da Unesp e Unicamp indicaram que houve excessos na fiscalização por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com os ônibus que se dirigiam à capital paulista na manhã do protesto. A PRF, até o momento, não se manifestou sobre essas alegações. Por sua vez, a Polícia Militar formou uma barreira a cerca de 500 metros do Palácio dos Bandeirantes. Em comunicado, a PM informou que acompanhou a manifestação e não registrou incidentes. “O planejamento operacional foi estruturado para garantir a segurança de todos, preservar a ordem pública e assegurar o direito de ir e vir da população”, destacou a corporação.

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, por sua vez, afirmou que está monitorando a situação em parceria com as reitorias das universidades estaduais. “As tratativas com os estudantes estão em andamento nas três instituições, e a pasta permanece à disposição para apoiar as administrações no diálogo e na busca de soluções para as demandas apresentadas”, afirmou um representante do órgão. Os dados fornecidos pela secretaria indicam que a atual gestão já repassou mais de R$ 64,3 bilhões para as instituições de ensino desde 2023, o que representa um aumento de 28,9% em relação ao total investido nos quatro anos anteriores.

A manifestação continua em andamento e deve se estender até por volta das 20h, sem registros de conflitos até o momento.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

- Publicidade-
Compartilhe esta notícia