Paraná fortalece enfrentamento ao HIV e sedia oficina nacional para eliminação da Aids até 2030

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Saude.pr.gov.br

Referência nacional na ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento do HIV, o Paraná recebeu, nos dias 19 e 20 de setembro, uma oficina dedicada às Diretrizes de Eliminação da Aids e da Transmissão Vertical do HIV como Problema de Saúde Pública. O evento, realizado em Curitiba, foi promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) em parceria com o Ministério da Saúde e reuniu gestores, equipes técnicas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias integradas de prevenção, assistência e vigilância.

A oficina é organizada pela Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde, através da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Transmissíveis, e faz parte do processo de descentralização das diretrizes do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) para os estados brasileiros. O principal objetivo é fortalecer a construção de um Plano Estadual alinhado às metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a eliminação da aids e da transmissão vertical do HIV até 2030, promovendo a integração da vigilância epidemiológica, assistência à saúde e participação da sociedade civil.

Durante o encontro, foram abordados vários eixos fundamentais, como a ampliação das ações de promoção e educação em saúde voltadas para populações em situação de maior vulnerabilidade, o fortalecimento do diagnóstico precoce e a adesão aos tratamentos, além da implementação de estratégias específicas para interromper a transmissão do HIV de mãe para filho.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressaltou o papel essencial do Paraná na luta contra o HIV e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). “O Paraná tem avançado de forma consistente no enfrentamento ao HIV, ampliando o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e às estratégias de prevenção em todas as regiões do Estado. Atualmente, os testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais estão disponíveis em 100% dos municípios paranaenses, o que aproxima o cuidado da população e reduz barreiras de acesso”, destacou.

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A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, enfatizou que o Estado tem se dedicado ao fortalecimento de políticas públicas voltadas para a prevenção combinada, com uma ampliação na oferta das profilaxias Pré e Pós-Exposição (PrEP e PEP), além de investimentos na capacitação contínua das equipes de saúde. “Nosso compromisso é garantir um cuidado integral, humanizado e baseado em evidências científicas. O conceito de Indetectável = Intransmissível representa um avanço fundamental no combate ao estigma e na interrupção das cadeias de transmissão. Hoje, o Paraná apresenta uma das menores taxas de mortalidade por aids do Brasil, fruto de uma rede organizada, integrada e comprometida com a vida”, completou.

Nos últimos dez anos, o Paraná conseguiu reduzir a mortalidade por aids em 47,8% e tem alcançado as metas globais estabelecidas pela OMS. Atualmente, 93% das pessoas diagnosticadas estão em tratamento, e entre essas, 96% possuem carga viral indetectável. O Estado também avança na implantação do Circuito Rápido da Aids Avançada, uma estratégia que possibilitará diagnósticos de infecções oportunistas em menos de 30 minutos para pacientes em situações mais agudas.

No decorrer da apresentação sobre o cenário do HIV/Aids, Mara Carmen Franzoloso, chefe da Divisão de IST/Aids, destacou as conquistas recentes e os desafios que precisam ser superados para consolidar a eliminação da doença como um problema de saúde pública. “Tivemos conquistas expressivas, como a redução de mais de 44% dos casos em menores de cinco anos e a obtenção do Certificado de Eliminação da Transmissão Vertical. Hoje, 96% das pessoas em terapia antirretroviral já apresentam carga viral suprimida, ou seja, indetectável. Nosso grande desafio agora é garantir o compromisso com a Agenda 2030: precisamos alcançar a meta de 95% de pacientes diagnosticados, em tratamento e com supressão viral, garantindo mais qualidade de vida e interrompendo a transmissão do vírus”, afirmou.

Essa oficina tem como foco fortalecer o controle social e ampliar a integração entre diferentes áreas do governo, como Educação, Assistência Social e Direitos Humanos, buscando consolidar uma resposta intersetorial ao HIV no Paraná.

Fonte: saude.pr.gov.br

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