Encontro de Agroecologia discute uso de bioinsumos em Pinhais

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: Divulgação / Idrparana.pr.gov.br

Na última quarta-feira (13), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) foi palco do 4.º Encontro de Agroecologia, que teve como foco principal os bioinsumos. O evento reuniu cerca de 320 participantes, incluindo agricultores, estudantes de colégios agrícolas e do ensino superior, além de profissionais da área de ciências agrárias, oriundos da Região Metropolitana de Curitiba e do Litoral paranaense.

Promovido pelo IDR-Paraná através do projeto Casa da Agroecologia, o encontro ocorreu no Centro Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia e na Estação de Pesquisa em Agroecologia do IDR-Paraná, situados em Pinhais. O evento visou proporcionar um espaço de troca de conhecimentos e práticas voltadas para uma agricultura mais sustentável.

Moacir Darolt, que atua como assessor de Agroecologia do IDR-Paraná e é gerente do projeto, ressaltou a importância do tema abordado. “A utilização de bioinsumos é uma estratégia vital para promover uma agricultura resiliente e sustentável, capaz de atender aos desafios contemporâneos da produção agrícola”, afirmou. Ele acrescentou que a programação do encontro foi cuidadosamente elaborada para estimular reflexões e demonstrar, na prática, como essa tecnologia pode contribuir para aumentar a autonomia produtiva dos agricultores.

A abertura do evento contou com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia (AOPA), do Colégio Newton Freire Maia e do IDR-Paraná.

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O pesquisador Arnaldo Colozzi, do IDR-Paraná, também se manifestou sobre as vantagens dos bioinsumos. “Esses insumos nos oferecem uma oportunidade de reduzir a dependência de fertilizantes químicos, cuja disponibilidade e preços são frequentemente afetados por fatores externos, como conflitos em países produtores. Portanto, é fundamental desenvolver uma produção nacional de bioinsumos que atenda às necessidades do nosso setor agrícola de maneira agroecológica”, afirmou.

Discussões e oficinas práticas

Durante o encontro, o consultor em bioinsumos e microbiologia, Celso Tomita, abordou temas como a produção “on farm”, capacitação e a aplicação de bioinsumos no campo. Uma mesa redonda foi organizada para reunir pesquisadores e agricultores, permitindo a troca de experiências sobre o uso de bioinsumos, além dos desafios e das oportunidades que eles apresentam para a agricultura familiar no Brasil.

A programação da tarde incluiu nove oficinas práticas, onde os participantes puderam aprender e experimentar diferentes técnicas de uso de bioinsumos. Entre os temas das oficinas estavam: Multiplicação “on farm”, Biodigestor, Microalgas, Controle biológico de pragas, Biofertilizantes líquidos (como biofertilizantes, ácido lático, chá de húmus e bokashi), Compostagem – CompostBio (composto enriquecido com microrganismos), Minhocultura e produção de húmus, Microrganismos benéficos e óleos essenciais, além de Caldas e bioinsumos.

A agricultora Carmencita de Souza, de Bocaiúva do Sul, participou do evento em busca de aprimorar suas habilidades na produção de alimentos orgânicos e se inscreveu nas oficinas sobre multiplicação “on farm”, microalgas, biofertilizantes líquidos e minhocário. Ela compartilhou sua experiência, enfatizando que conseguiu aplicar os conceitos aprendidos às suas práticas diárias: “Aprendi a utilizar o esterco de vaca, que é um recurso disponível para mim, de forma produtiva. O conhecimento que adquiri aqui foi realmente valioso”, afirmou, animada com as novas ideias que planeja implementar.

Minicurso sobre Bioinsumos

Outra atração do evento foi um minicurso ministrado por Celso Tomita, onde os participantes aprofundaram os conhecimentos sobre bioinsumos e biofertilizantes, com foco no método TMT, que visa a produção desses insumos diretamente nas lavouras, promovendo a regeneração das características microbiológicas do solo e a sustentabilidade agrícola. Este minicurso contou com a participação de técnicos do IDR-Paraná e agricultores do Programa Paraná Mais Orgânico – Núcleo de Curitiba.

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Ícaro Petter, um dos extensionistas do minicurso, ficou impressionado com a qualidade do conteúdo apresentado. “Esta experiência foi muito enriquecedora. Há momentos na vida em que recebemos uma ‘injeção’ de ânimo e conhecimento, e este foi um deles. Isso nos leva a repensar nossos conceitos e práticas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), o que certamente faremos em nosso trabalho no dia a dia”, declarou.

Além do apoio do Colégio Newton Freire Maia, o evento contou com a colaboração da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da empresa Ambiente Livre e com o apoio das Centrais de Abastecimento do Paraná (CEASA), destacando a importância de parcerias para o avanço da agroecologia no estado.

Fonte:: idrparana.pr.gov.br

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