Espanha avança para a semifinal e frustra a Bélgica; Merino é decisivo mais uma vez

Marcelo Borges
7 min. de leitura
Foto: © Reuters/GARY VASQUEZ/Proibida reprodução

O objetivo de conquistar a segunda estrela no escudo da seleção espanhola continua firme. Na última sexta-feira (10), a equipe, conhecida como Fúria, garantiu sua vaga nas semifinais da Copa do Mundo ao vencer a Bélgica por 2 a 1, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Com esse resultado, a Espanha se prepara para enfrentar a França. Este confronto que decidirá o primeiro finalista da competição mundial está agendado para a próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), em Dallas, também nos Estados Unidos.

Desempenho das seleções em semifinais

Ambas as seleções se acostumaram a jogar em momentos decisivos. Nos dois confrontos anteriores em semifinais, a Espanha levou a melhor. No ano passado, em Stuttgart, durante a Liga das Nações, os espanhóis venceram os franceses por 5 a 4. Em 2024, na Eurocopa, o triunfo foi por 2 a 1, novamente na Alemanha, mas em Munique.

A última vez que a França superou a Espanha em uma partida decisiva foi em 2021, na final da Liga das Nações, realizada em Milão, na Itália, onde a seleção francesa triunfou por 2 a 1.

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O gol da classificação espanhola novamente veio do banco de reservas, desta vez marcado por Mikel Merino. Assim como ocorreu nas quartas de final contra Portugal, Merino fez o gol decisivo apenas nos instantes finais do jogo.

A Espanha não chegava a uma semifinal de Copa do Mundo desde que conquistou o título em 2010. Desde então, a equipe foi eliminada na fase de grupos no Mundial de 2014, na Rússia em 2018 e nas oitavas de final no Catar em 2022.

Além disso, com essa vitória, os espanhóis mantiveram a invencibilidade de 12 jogos contra os belgas. Eles também conseguiram se vingar da eliminação na Copa de 1986, quando foram derrotados pela Bélgica nos pênaltis após um empate em 1 a 1 nas quartas de final.

Os Diabos Vermelhos, como é conhecida a seleção belga, encerraram a participação de uma geração que foi considerada uma das melhores da história do país. Jogadores como o goleiro Thibaut Courtois, o meio-campista Kevin de Bruyne, o volante Alex Witsel e o atacante Romelu Lukaku foram figuras centrais em grandes clubes da Europa, mas não conseguiram replicar esse sucesso na seleção nacional.

A geração belga, frequentemente chamada pela mídia de “ótima geração”, teve seu auge com a classificação para as semifinais da Copa de 2018, onde eliminaram o Brasil nas quartas. O último grande feito foi a participação na Liga das Nações de 2021, onde terminaram entre os quatro primeiros, mas foram eliminados pela França, a mesma equipe que derrotou-os três anos antes.

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Estratégias e mudanças táticas

Para este confronto, a Bélgica fez três alterações em sua escalação, sendo que duas foram motivadas por lesões. O volante Amadou Onana, que teve uma lesão grave no joelho, e o capitão Youri Tielemans, que sentiu dores durante o aquecimento, foram substituídos por Kevin de Bruyne e Hans Vanaken, respectivamente. O técnico Rudi Garcia também trouxe de volta Jeremy Doku ao time titular, em substituição a Dodi Lukébakio.

Já o treinador espanhol, Luis de la Fuente, promoveu apenas uma mudança em seu meio-campo. Pedri, que foi titular na vitória contra Portugal, foi substituído por Fabian Ruiz, que recuperou a posição após ter perdido a titularidade na estreia contra Cabo Verde.

Ruiz acabou sendo protagonista ao colocar a Espanha em vantagem. Após 29 minutos dominantes da Fúria, o atacante Lamine Yamal fez um lançamento para Pedro Porro na direita, que cruzou rasteiro. Dani Olmo finalizou com precisão, mas Courtois fez a defesa, deixando o rebote para Ruiz, que não hesitou em gol.

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A Espanha parecia ter a partida sob controle, dominando as ações e criando chances. A Bélgica, no entanto, foi eficaz em sua única chegado, que ocorreu pelo lado oposto ao de Doku. Kevin de Bruyne, retornando ao time, fez uma jogada pela direita e cruzou para Charles De Ketelaere, que, aproveitando a desatenção da defesa espanhola, cabeceou e marcou, encerrando a sequência de 648 minutos sem sofrer gols do goleiro Unai Simon.

O segundo tempo começou com a Espanha pressionando, enquanto a Bélgica tentava se organizar para os contra-ataques, com Lukaku entrando no lugar de Vanaken. O técnico belga também fez uma mudança na lateral, sacando Maxim de Cuyper para a entrada de Joaquim Seys, que tinha a tarefa de ajudar Doku a neutralizar Yamal.

Em resposta, De la Fuente trocou Mikel Oyarzabal por Nico Williams para dar mais velocidade ao ataque espanhol. Com essa alteração, a Espanha introduziu dois jogadores rápidos que poderiam criar mais jogadas pelas laterais.

Uma preocupação surgiu para a Bélgica quando Courtois teve que se retirar com dores na coxa, dando espaço para o jovem goleiro Senne Lammens, em apenas sua terceira aparição pela seleção. A tensão aumentou conforme o jogo se aproximava do fim.

O destino tratou de garantir que a Espanha marcasse o gol da classificação em um momento dramático: aos 42 minutos, a defesa espanhola tentou um chute de longa distância, Lammens não conseguiu segurar a bola, e Merino, que havia acabado de entrar, se aproveitou da falha para completar para o fundo das redes.

Nos acréscimos, a Bélgica teve uma última chance, mas não conseguiu concretizá-la. O atacante Alexis Saelemaekers, após uma jogada pela esquerda, tentou driblar Simon e cruzar para Lukaku, mas a defesa se antecipou e garantiu a vitória da Espanha.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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