Ex-alvo do Athletico, atacante desiste de clube e gera polêmica no exterior

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Cetré no Estudiantes. (Foto: Estudiantes)

O atacante colombiano Edwuin Cetré, cujo nome esteve muito perto de protagonizar a transferência mais cara da história do Athletico, voltou a ser assunto no mercado da bola ao se envolver em mais uma reviravolta em sua carreira. Atualmente vinculado ao Estudiantes, o jogador optou por recusar uma transferência que já estava encaminhada para o Nacional, do Uruguai, gerando repercussão negativa e acusações de racismo envolvendo um dirigente da equipe uruguaia.

As tratativas entre o atleta e o clube de Montevidéu previam um contrato de empréstimo válido por um ano e meio, com término programado para dezembro de 2027. O acordo comercial estipulava o pagamento de 320 mil dólares, além de estipular uma opção de compra definitiva de 100% dos direitos econômicos do jogador ao final do período.

No entanto, quando os trâmites burocráticos caminhavam para a conclusão e a assinatura parecia iminente, o próprio atacante mudou de ideia e recusou a investida. A desistência pública foi confirmada pelo vice-presidente do Nacional, Flavio Perchman, durante uma entrevista concedida ao programa Carve Deportiva.

Durante a declaração, o dirigente utilizou o termo “morocho” para se referir ao atleta colombiano, o que gerou forte rejeição pública. Internautas e torcedores nas redes sociais interpretaram a fala como uma alusão pejorativa à cor da pele do jogador, enquanto veículos de imprensa da Colômbia classificaram o comentário como um ato de racismo.

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Negociações frustradas e exames médicos

A recusa ao futebol uruguaio marca mais um capítulo de instabilidade na trajetória recente de Edwuin Cetré. No início do ano, em fevereiro, o atacante desembarcou em Curitiba com grande expectativa para realizar exames médicos e sacramentar sua chegada ao Athletico.

Na ocasião, o Furacão tinha um acordo encaminhado para contratar o colombiano por aproximadamente 6 milhões de dólares — cerca de R$ 31,1 milhões na cotação da época —, o que o tornaria a aquisição mais custosa já registrada pelo clube paranaense. Contudo, o negócio ruiu após o atleta ser reprovado nos testes físicos realizados no CT do Caju, onde laudos apontaram ressalvas cardiológicas e um problema crônico no joelho.

Logo após o episódio com a equipe brasileira, o nome de Cetré ganhou força nos bastidores do Boca Juniors. A negociação com o gigante argentino seguiu o mesmo roteiro e também foi interrompida após avaliações médicas identificarem a mesma lesão antiga na articulação do joelho do atleta.

Posteriormente, o Athletico tentou retomar as conversas adotando um novo modelo de negócio. A nova proposta rubro-negra consistia na aquisição parcial dos direitos econômicos, variando entre 60% e 70%, atrelando o restante do montante ao cumprimento de metas de desempenho em campo. Apesar da flexibilização, a tratativa não avançou.

Desta vez, contudo, o desfecho foi ditado exclusivamente pela vontade do próprio atleta em não se transferir para o Uruguai. Permanecendo no Estudiantes, Cetré tenta recuperar o protagonismo esportivo, uma vez que atravessa um momento de baixa produtividade na temporada de 2026, somando apenas 26 partidas disputadas, duas assistências distribuídas e nenhum gol marcado até o momento.

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Fonte:: umdoisesportes.com.br

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