Flamengo insiste em proposta que prejudica Athletico, Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG

Marcelo Borges
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Bap, presidente do Flamengo. (Foto: Montagem co...

O Flamengo formalizou uma nova solicitação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com propostas que visam mudanças significativas no cenário do futebol nacional. A principal proposta é a proibição do uso de gramado sintético, atualmente utilizado por clubes como Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras na disputa do Campeonato Brasileiro.

De acordo com o documento enviado, o clube carioca almeja a implementação de um padrão uniforme de gramados naturais híbridos em todos os estádios das Séries A e B, semelhante aos padrões que são utilizados em competições internacionais. Além disso, o Flamengo requer normas quanto à altura mínima da grama, a tração do campo e a possibilidade de inspeções pré-jogo. Outras exigências incluem a obrigatoriedade de estruturas como Wi-Fi, iluminação em padrão LED e zonas mistas seguindo o modelo da UEFA. As informações foram inicialmente divulgadas pelo portal ge.globo.

Essa não é a primeira vez que o Flamengo se posiciona sobre a questão dos gramados no futebol brasileiro. Em novembro do ano passado, o clube já havia pedido a interdição dos campos sintéticos, mas a CBF remeteu a decisão para uma futura liga de clubes, sem uma resolução clara.

Críticas e defensivas

Em abril, em entrevista ao UmDois Esportes, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o conhecido Bap, fez críticas a clubes que utilizam gramados sintéticos, afirmando que em ligas de futebol renomadas mundialmente não há espaço para este tipo de campo. “É só olhar as cinco maiores ligas do mundo, onde há gramado sintético? Queremos montar uma liga no Brasil que seja maior, melhor e mais lucrativa, mas como podemos fazer isso com campo sintético? É brincadeira isso. O lugar certo para discutir isso é na CBF”, afirmou.

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Bap também comentou sobre os clubes que adotaram o gramado sintético como uma maneira de aumentar a quantidade de shows realizados em seus estádios. “O campo sintético é uma solução para manter o futebol em países que enfrentam longos períodos de gélido. No entanto, quem quer ganhar dinheiro com eventos deve mudar de segmento, e aqueles que têm o desejo de fortalecer o futebol no Brasil devem defender o uso de campo natural”, declarou.

“O Flamengo tem sido bastante claro e firme há tempos sobre essa questão. Não há espaço para discussões vagas; ou temos uma liga de primeiro mundo com campos de grama, ou não a teremos. O Flamengo não tem poder para decidir sobre isso. Se pudesse, já teria implementado essa mudança. A responsabilidade deve ser da CBF”, completou o presidente do clube carioca.

Mudanças no gramado da Arena da Baixada

Enquanto essa polêmica se desenrola, o Athletico também está realizando modificações em seu gramado. Pioneiro ao remover a grama natural da Arena da Baixada em 2016, o clube paranaense está trocando seu campo sintético pela primeira vez em dez anos. Na última quinta-feira (18), o Athletico finalizou a primeira fase do processo de troca com a instalação do shock pad, uma estrutura de amortecimento que fica sob o novo gramado.

Esse sistema é vital para absorver impactos e aumentar a segurança e conforto dos atletas, proporcionando melhores condições para o jogo e maior durabilidade para o campo. Atualmente, a obra está suspensa devido a um evento das Testemunhas de Jeová em Curitiba programado para ocorrer entre os dias 26 e 28 de junho de 2026. Essa pausa já estava prevista no calendário da mudança do gramado, que foi acertado ainda no ano passado.

Instalação do shock pad na Arena da Baixada. (Foto: Yan Guimarães/Athletico)

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A próxima etapa envolverá a finalização da troca do gramado, o que deve levar cerca de quatro semanas, incluindo a entrega do novo material, o assentamento do piso, o enchimento com areia e a utilização de um material de amortecimento chamado cortiça, já utilizado no Allianz Parque, estádio do Palmeiras.

Uma vez completada, a nova grama passará pela certificação da FIFA, que assegura que o campo atende a rígidos critérios de absorção de impacto, rolagem de bola e tração. Essa certificação, essencial para a performance e segurança em condições similares às da grama natural, é válida por um ano após a aplicação.

Essas mudanças devem estar concluídas antes do próximo jogo do Athletico como mandante no Campeonato Brasileiro, quando enfrentarão o Internacional na 20ª rodada. A data deste jogo ainda não foi definida pela CBF, mas está prevista para o domingo, 26 de julho.

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Fonte: umdoisesportes.com.br

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