Gaeco realiza megaoperação contra crime organizado no Paraná e em outros estados

Marcelo Borges
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Foto: Foto: Assessoria de Comunicação do MPPR

Na manhã de segunda-feira, 15 de junho, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná deu início à Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01). A ação é parte de uma grande mobilização que resultou na expedição de 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão em quatro estados brasileiros: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O foco da operação é uma organização criminosa de caráter nacional que opera a partir de presídios.

A operação foi resultado de investigações conduzidas pelos dez núcleos do Gaeco no estado, em colaboração com a Secretaria de Segurança do Paraná, envolvendo a participação de diversas forças policiais: Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica. Aproximadamente mil policiais estavam envolvidos na ação, distribuídos em 204 equipes. Destaca-se que as operações ocorreram em estabelecimentos prisionais, com 92 das buscas e 176 mandados de prisão direcionados a investigados já encarcerados.

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Cidades atingidas pela operação

No Paraná, a maior parte das ordens judiciais foi cumprida em 34 municípios, que incluem: Astorga, Arapoti, Candói, Cascavel, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guarapuava, Irati, Jandaia do Sul, Laranjeiras do Sul, Loanda, Londrina, Manoel Ribas, Maringá, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, Paranacity, Paranaguá, Piraquara, Ponta Grossa, Porecatu, Prudentópolis, Roncador, Santo Antônio da Platina, São José dos Pinhais, Sarandi, Sengés, Telêmaco Borba, Umuarama e União da Vitória. Também foram realizados cumprimentos em Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

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A principal meta da operação é responsabilizar o maior número possível de membros da facção criminosa, visando enfraquecer suas atividades no estado, coletar provas e esclarecer outros crimes em andamento. As prisões decretadas têm o objetivo de interromper a continuidade das ações criminosas dos envolvidos.

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Balanço parcial da operação

Um levantamento inicial indica que 90% dos mandados expedidos foram cumpridos, com 176 sendo executados em estabelecimentos prisionais e 97 contra indivíduos em liberdade, o que corresponde a cerca de 75% dos 128 mandados destinados a essa categoria. Também foram cumpridos todos os 255 mandados de busca e apreensão, com um índice de cumprimento de 100%, incluindo 92 em instituições penitenciárias.

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As operações mobilizaram cerca de mil policiais e 240 viaturas ao longo do estado, resultando na apreensão de aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack, 700 gramas de maconha e oito armas de fogo, que incluem pistolas de diversos calibres, uma espingarda e revólveres. Além disso, foram apreendidos cerca de R$ 12 mil em dinheiro e um imóvel em Curitiba que servia para a preparação de drogas, equipado com prensas e materiais necessários para a manipulação de substâncias ilícitas. Também foi encontrado um dispositivo destinado ao bloqueio de sinais de tornozeleiras eletrônicas.

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Conflitos durante a operação

Durante a operação, foram registrados dois confrontos. Em Cambé, um homem que tinha mandados de prisão por tráfico de drogas e roubo morreu após reagir à abordagem policial. Um policial militar ficou ferido durante a ocorrência, mas recebeu tratamento e não corre risco de vida. Em Nova Londrina, outro homem procurado por integrar uma organização criminosa também faleceu ao reagir à ação policial.

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Entendendo o significado de “Panóptico”

O termo que nomeia a operação, “panóptico”, tem origem na etimologia grega, significando “o lugar onde tudo é visto”. Este conceito foi popularizado pelo sociólogo Michel Foucault em sua obra “Vigiar e Punir”, onde descreve a sensação de controle contínuo a partir de uma estrutura arquitetônica que permite a observação de uma vasta área, simbolizando uma vigilância constante e onipresente.

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Integração nacional no combate ao crime

A Operação Panóptico também está alinhada com as diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), uma iniciativa que une os Ministérios Públicos de todo o Brasil, criada em 2002. O GNCOC é composto pelo Gaecos de diferentes estados e trabalha em colaboração com diversas forças policiais, além de agências de inteligência e fiscais, com o intuito de enfraquecer redes de crime organizado no Brasil.

As informações foram fornecidas pela Assessoria de Comunicação do MPPR.

Fonte: folhadolitoral.com.br

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