Gatas brasileiras eliminam os Estados Unidos e avançam no mundial sub-20

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Foto: © Luciana Vermell/CBF/direitos reservados

A seleção brasileira garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-20, competição que está sendo sediada na Polônia. Em uma partida emocionante realizada nesta quarta-feira (16), válida pelas oitavas de final, o selecionado nacional superou os Estados Unidos, equipe que ostenta três títulos na história do torneio. O triunfo veio nas cobranças de pênalti por 5 a 4, após um empate persistir em 1 a 1 durante o tempo regulamentar e a prorrogação, em duelo disputado na cidade de Katowice.

Perseguindo a conquista de um troféu inédito para a categoria, as atletas brasileiras agora aguardam para conhecer suas próximas adversárias. Elas enfrentarão a seleção vencedora do confronto entre Espanha e Portugal, que entram em campo ainda nesta quarta-feira, às 13h30 no horário de Brasília, também na cidade de Katowice. A partida decisiva pelas quartas de final está agendada para o próximo sábado (19), na cidade de Sosnowiec, mantendo o horário das 13h30.

O protagonismo sob as traves e a solidez defensiva

A grande heroína da classificação brasileira foi a goleira Thais Lima, atleta que defende o Benfica, de Portugal. Ela teve papel fundamental ao defender a primeira cobrança norte-americana na série de penalidades. Sob o comando da técnica Camilla Orlando, o time brasileiro demonstrou enorme maturidade técnica e emocional, apresentando um aproveitamento perfeito de 100% nas cobranças de pênalti.

No entanto, o confronto começou desfavorável para o Brasil. A etapa inicial foi dominada pelas norte-americanas, que impuseram um ritmo mais forte, embora tenham criado poucas oportunidades claras de gol. A equipe sul-americana encontrou sérios obstáculos para estabelecer uma troca de passes fluida e acabou cedendo espaços vitais em contra-ataques rápidos armados pelas adversárias a partir do setor de meio-campo.

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Mudança de postura e gols no segundo tempo

Após o intervalo, a seleção do Brasil retornou ao gramado com uma postura totalmente renovada, conseguindo finalmente impor seu estilo de jogo. Logo aos três minutos, a atacante Brendha, do Flamengo, recebeu na marca do pênalti e finalizou com perigo por cima do gol. Pouco depois, aos nove minutos, a meia Nogueira, vinculada à Ferroviária, arriscou um forte chute da entrada da área, mandando a bola raspando a trave esquerda.

A insistência brasileira culminou no gol aos 13 minutos da etapa complementar. A jogada começou com um cruzamento preciso feito pela meia Clarinha, também do Benfica, pelo lado esquerdo. A zagueira Sofia, do Flamengo, subiu bem e cabeceou firme no canto da goleira adversária Caroline Birkel. A bola ainda tocou caprichosamente na trave antes de cruzar a linha e balançar as redes dos Estados Unidos.

A alegria da vantagem brasileira, contudo, durou pouco tempo. Aos 17 minutos, a meia Ainsley McCammon arriscou um chute de longa distância. A trajetória da bola desviou no corpo da zagueira Thay, do Botafogo, enganando a arqueira Thais Lima e morrendo no canto direito.

Emoção até o apito final e prorrogação

As norte-americanas quase conseguiram a virada no placar aos 34 minutos. A lateral Hope Munson realizou um cruzamento perigoso pela direita, e a jogadora Sealey Strawn desviou na pequena área, exigindo uma defesa espetacular de Thais Lima. No rebote, a atacante Alex Buck finalizou e acertou a trave esquerda da meta brasileira.

Já nos acréscimos do tempo regulamentar, a melhor oportunidade do Brasil surgiu dos pés da meia Emilly. Com total liberdade na intermediária, a atleta do Flamengo buscou o ângulo esquerdo, mas sua finalização passou raspando o travessão, frustrando os torcedores.

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Com o placar igualado, o duelo estendeu-se por mais 30 minutos de prorrogação. Nenhuma das equipes conseguiu furar o bloqueio defensivo rival nesse período suplementar, o que levou a decisão da vaga para a dramática disputa de penalidades máximas.

A decisão nos pênaltis

Na marca da cal, a goleira Thais Lima voltou a brilhar ao espalmar a primeira cobrança dos Estados Unidos, executada por Emeri Adames no canto esquerdo. Na sequência, Brendha converteu e colocou a seleção canarinha em vantagem. Embora Ainsley McCammon tenha igualado para as rivais, a atacante Gisele, do Grêmio, manteve o Brasil na frente.

Mesmo com as conversões das norte-americanas Y-Lan Nguyen, Lilyana Joseph e Aven Alvarez, o selecionado brasileiro manteve a serenidade. As jogadoras Emilly e a atacante Aninha, do Internacional, balançaram as redes e mantiveram a equipe firme. Coube então à zagueira Bianca, outra representante das Gurias Coloradas, cobrar com categoria e assinalar o gol que selou a classificação histórica para a próxima fase do torneio mundial.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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