O Athletico pode enfrentar mudanças significativas em sua estrutura nas próximas temporadas. Isso porque a discussão sobre a utilização de gramados sintéticos nos estádios brasileiros entrou definitivamente na pauta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e dos clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro. Após avançar na pauta de redução do limite de estrangeiros, a entidade máxima do futebol nacional se prepara para debater o futuro dos campos artificiais em uma reunião marcada para o mês de outubro.
O tema, que já havia sido abordado superficialmente em encontros anteriores do conselho técnico da Série A, acabou sendo postergado para permitir a realização de estudos mais aprofundados. Embora ainda não exista uma proposta oficial detalhada ou a confirmação de que uma votação para a proibição total desses pisos será colocada em pauta, a expectativa nos bastidores é de que o encontro sirva para alinhar diretrizes, estabelecer novos padrões de qualidade e certificação, ou até mesmo impor restrições ao uso da grama sintética no país.
A discussão interessa diretamente ao Furacão, que adotou o campo artificial na Arena da Baixada ainda em 2016, consolidando-se como um dos clubes pioneiros entre as principais equipes do futebol brasileiro na implementação dessa tecnologia. Anos mais tarde, o clube promoveu uma atualização importante no piso, contando com materiais fornecidos pela empresa FieldTurf e uma camada especial de amortecimento desenvolvida para minimizar o impacto físico sobre os atletas durante as partidas e treinamentos.
Athletico integra grupo de clubes com gramado sintético na Série A
Atualmente, o cenário do Campeonato Brasileiro conta com cinco equipes que mandam seus confrontos oficiais em superfícies artificiais: Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras. Enquanto o Furacão, o Galo e o Glorioso utilizam tecnologias fornecidas pela FieldTurf, o Verdão e a Chapecoense contam com instalações realizadas pela Soccer Grass.
O uso desse tipo de gramado divide opiniões no esporte nacional. De um lado, os defensores da tecnologia apontam vantagens fundamentais como a regularidade superior do piso, a alta resistência a condições climáticas adversas — como chuvas intensas — e a versatilidade para receber múltiplos eventos e shows sem comprometer a integridade do campo. Do outro, os críticos levantam questionamentos sobre possíveis alterações na dinâmica do jogo, o impacto na adaptação dos atletas e o desgaste físico decorrente da fricção e do amortecimento diferenciado.

Entre os principais opositores dos gramados sintéticos está o Flamengo, que já se posicionou publicamente de forma contrária à tecnologia em torneios oficiais. Em contrapartida, diretorias de clubes como Athletico e Palmeiras argumentam que os investimentos em pisos modernos, certificados por órgãos internacionais e submetidos a manutenções rigorosas, garantem total segurança e alto rendimento competitivo.
Caso a CBF decida avançar com novas exigências regulatórias ou restrições severas, a tendência é de que sejam debatidos prazos de carência e transição para que as equipes possam se adequar. Uma eventual proibição exigiria que os cinco clubes afetados realizassem novos investimentos milionários para a substituição dos gramados por grama natural, o que promete gerar intensos debates nos bastidores do futebol brasileiro durante a reunião de outubro.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


