Guarda Revolucionária do Irã confirma ter atacado alvos dos EUA no Kuwait e Bahrein

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou, por meio de um comunicado emitido pela agência Irna, que realizou uma operação conjunta utilizando mísseis e drones contra alvos associados aos Estados Unidos localizados no Kuwait e no Bahrein. Esta ação foi uma resposta às “agressões recentes” por parte de Washington.

De acordo com o comunicado divulgado pela assessoria de imprensa da Guarda Revolucionária, as forças navais e aeroespaciais realizavam o lançamento de mísseis balísticos e drones entre 19h30 e 20h30 (horário de Brasília), direcionados a “oito infraestruturas importantes” na base de Ali al-Salem, no Kuwait, e visando a Quinta Frota dos EUA no porto de Salman, no Bahrein. A Guarda Revolucionária afirmou que esses alvos foram “destruídos”.

Além disso, a nota menciona que os Estados Unidos teriam realizado um ataque durante a madrugada, atingindo cinco postos costeiros da República Islâmica, alegando fazê-lo em retaliação a uma operação da Marinha da Guarda contra um navio que foi considerado “infrator”. A Guarda Revolucionária ainda afirmou que, segundo um entendimento firmado anteriormente em Islamabad, a responsabilidade pelo controle do tráfego no Estreito de Ormuz deve ser do Irã, e advertiu que pode endurecer sua abordagem em relação a embarcações que considere ilegais.

O comunicado enfatizou, ainda, que uma violação do cessar-fogo representaria uma contrariedade ao “artigo primeiro” do acordo estabelecido em Islamabad, podendo resultar em uma interrupção geral dos processos existentes. A situação reflete as tensões crescentes entre Teerã e Washington, destacando os riscos de um conflito mais amplo na região do Oriente Médio.

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Vale ressaltar que a Guarda Revolucionária do Irã é uma das principais instituições de segurança do país e tem um histórico de ações militares e retóricas contra os Estados Unidos e suas forças na região. O incidente reportado neste comunicado poderia intensificar ainda mais as hostilidades entre os dois países, que já estão em um estado elevado de tensão devido a uma série de disputas geopolíticas e de interesses estratégicos.

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Fonte: estadao.com.br

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