IDR-Paraná e Simepar iniciam edição 2026 do Alerta Geada

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Idrparana.pr.gov.br

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) iniciam, na próxima segunda-feira (4), uma nova edição do Alerta Geada. Este serviço, que acompanha o período mais frio do ano no estado, tem como objetivo informar e orientar os produtores rurais sobre os riscos de danos causados por temperaturas baixas.

Operando de maio a setembro, o Alerta Geada chega à sua 32ª edição e se consolidou como uma ferramenta estratégica vital para o agronegócio paranaense. Originalmente criado para proteger lavouras de café em fase inicial, o serviço expandiu seu alcance e atualmente abrange diversas cadeias produtivas, incluindo avicultura, suinocultura, horticultura, fruticultura, silvicultura e pecuária. Além disso, as informações providas também ajudam na tomada de decisões em setores como turismo, comércio e construção civil.

Durante o funcionamento do serviço, as equipes técnicas do IDR-Paraná e do Simepar divulgam boletins diários com análises meteorológicas e previsões sobre a evolução das massas de ar frio no Paraná. Em situações de riscos maiores, alertas antecipados são emitidos, permitindo que os produtores tomem medidas preventivas adequadas.

Os produtores e interessados podem acessar as informações por meio de diversos canais:

- Publicidade-
  • Canal “Alerta Geada Paraná” no WhatsApp e Telegram.
  • Aplicativo IDR Clima, disponível para download no Google Play e na App Store.
  • Página oficial do IDR-Paraná.
  • Página do Simepar.

De acordo com a meteorologista Ângela Costa, do IDR-Paraná, o inverno deste ano deve apresentar um comportamento diferente do observado anteriormente, influenciado pelo fenômeno El Niño. Este fenômeno é caracterizado pelo aumento da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico equatorial, o que causa alterações significativas nos padrões de precipitação e temperatura globalmente.

“A previsão indica temperaturas médias um pouco mais elevadas e uma menor frequência de episódios de frio intenso. As incursões de massas de ar polar devem acontecer, mas de forma menos rigorosa do que no último ano”, explica a meteorologista.

Apesar das previsões de um inverno mais ameno, o IDR-Paraná enfatiza a importância de práticas preventivas, especialmente em culturas mais vulneráveis. Nos cafezais, por exemplo, as mudas que têm até seis meses devem ser cobertas com terra ou palha sempre que houver risco de geada. Já as lavouras entre seis meses e dois anos precisam de um cuidadoso amontoado de terra próximo ao tronco, para proteger as gemas vegetativas até o término do período crítico.

As orientações também se aplicam a outras atividades agrícolas. Em condições de frio intenso, culturas como hortaliças, frutas e milho podem sofrer perdas significativas, impactando diretamente a disponibilidade de pastagens e o bem-estar dos animais na pecuária.

Na pecuária leiteira, por exemplo, recomenda-se a suplementação alimentar com volumosos e concentrados, além de cuidados especiais com bezerras e vacas em período de parição. Já na pecuária de corte, um planejamento cuidadoso para o uso de silagem, feno e outras alternativas alimentares é essencial para mitigar prejuízos.

- Publicidade-

Para as culturas que são protegidas, como as hortaliças cultivadas em estufas, o manejo apropriado, que inclui o fechamento dos ambientes, controle da irrigação e utilização de aquecimento, pode ser crucial para minimizar os danos causados pelas temperaturas baixas.

Em resumo, o Alerta Geada do IDR-Paraná e Simepar se torna uma ferramenta indispensável para os produtores rurais no estado, ajudando-os a se preparar e a proteger suas lavouras e criações em um período crítico do ano.

Fonte:: idrparana.pr.gov.br

- Publicidade-
Compartilhe esta notícia