Foto: IAT
Técnicos do Instituto Água e Terra (IAT) realizaram na terça-feira (12) a soltura de um veado-catingueiro (Subulo gouazoubira) que havia sido encontrado ferido em Irati, uma cidade localizada no Centro-Sul do Paraná. O animal foi resgatado no domingo (10) por pedestres, que o avistaram sendo perseguido por cães em uma rua da cidade. Eles imediatamente acionaram a Polícia Ambiental, que então organizou o salvamento do mamífero. Após o resgate, o veado foi levado para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Unicentro, em Guarapuava, que fica na região Central do Paraná, onde passou por uma avaliação veterinária.
Durante os exames, foi verificado que o veado, um macho jovem com peso de 11 quilos, apresentava ferimentos nas áreas do rosto e da perna. Esses ferimentos foram tratados com o uso de anti-inflamatórios e antibióticos. Após receber os cuidados necessários e se recuperar, o veado pôde ser devolvido ao seu habitat natural.
O veado-catingueiro é uma espécie de pequeno porte, caracterizado por suas grandes orelhas em relação à cabeça, que possuem pontas arredondadas. A coloração desse animal pode variar entre o marrom e o acinzentado, com a garganta e a região ventral apresentando um tom esbranquiçado. Os machos em idade reprodutiva possuem chifres, enquanto as fêmeas geralmente têm uma coloração mais clara.
Em tamanho, esses veados pesam entre 11 e 30 quilos, com um comprimento que varia entre 91 e 104 centímetros e uma altura que oscila entre 35 e 65 centímetros. O veado-catingueiro é encontrado em países como Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, porém sua população tem diminuído devido à destruição de seu habitat, atropelamentos e caça. No Brasil, ele ainda é a espécie de veado mais abundante.
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Para aqueles que se depararem com animais silvestres feridos ou que tenham informações sobre atividades ilegais envolvendo animais, recomenda-se entrar em contato com a Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT). Se preferir, há a opção de ligar para o Disque Denúncia 181. É essencial fornecer informações claras e precisas sobre a localização e as circunstâncias do ferimento do animal. Quanto mais detalhes forem informados, mais eficaz será a ação das equipes de resgate e menor será o tempo de resposta.
Fonte:: iat.pr.gov.br


