Investimento bilionário vai garantir conversores de TV 3.0 para famílias carentes

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (GAISPI), órgão vinculado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), deu o sinal verde nesta terça-feira, 27 de outubro, para um projeto de grande envergadura voltado à modernização da radiodifusão nacional. A iniciativa prevê o aporte de R$ 1,28 bilhão na distribuição de conversores compatíveis com a tecnologia da TV 3.0 para lares de baixa renda em regiões estratégicas do país.

De acordo com as diretrizes aprovadas, o programa tem capacidade para alcançar cerca de 910 mil núcleos familiares localizados nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. O foco principal do atendimento recairá sobre os cidadãos que já recebem benefícios de programas sociais do Governo Federal, com prioridade evidente para os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e participantes do programa Bolsa Família.

Inclusão digital e avanço tecnológico na televisão aberta

A transição para o novo padrão tecnológico busca democratizar o acesso às inovações que a televisão aberta brasileira passará a oferecer. Com a implantação da TV 3.0, o público experimentará um salto significativo na qualidade de transmissão, contando com imagens em alta definição aprimorada, som imersivo e ferramentas avançadas de interatividade. Além disso, a tecnologia facilitará a integração direta com serviços digitais e conteúdos sob demanda.

Para viabilizar a operação, a Entidade Aferiidora de Frequências (EAF) conduziu um levantamento minucioso que estipula o custo médio de R$ 1.407,36 por domicílio atendido. O montante global estimado em R$ 1.280.690.000 não abrange apenas a fabricação e a aquisição dos aparelhos conversores. O planejamento financeiro engloba toda a complexa cadeia logística de entrega, campanhas de comunicação institucional, centrais de atendimento à população, suporte técnico, além de despesas operacionais e tecnológicas indispensáveis para o sucesso da empreitada.

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Cronograma de execução e projeto-piloto em São Paulo

O cronograma oficial estabelece um prazo de até 24 meses para a conclusão total da entrega dos equipamentos, que ocorrerá de forma gradual e escalonada. A largada do programa acontecerá na capital paulista, escolhida para abrigar o projeto-piloto inicial. A escolha estratégica permitirá que os gestores analisem o comportamento da logística, mensurem a aceitação do público e corrijam eventuais falhas antes que o benefício seja expandido para as demais regiões contempladas.

Os organizadores destacam que a nova operação se beneficia diretamente do know-how adquirido durante a transição anterior para o sinal digital terrestre, processo no qual a EAF acumulou vasta experiência prática na distribuição de kits gratuitos de recepção por meio de iniciativas como o programa Brasil Antenado.

Durante a plenária do GAISPI, os técnicos apontaram que os estudos financeiros revelaram a existência de uma disponibilidade aproximada de R$ 1,69 bilhão para possíveis frentes de atuação adicionais. Esse saldo positivo foi identificado após a separação de uma reserva técnica de cerca de R$ 2 bilhões — que já inclui uma margem de segurança de 10% —, mont este considerado indispensável para garantir a quitação integral de todas as obrigações primitivas firmadas no edital do leilão do 5G.

Gestão eficiente e novos horizontes para os recursos do leilão

Para o conselheiro da Anatel e dirigente do GAISPI, Edson Holanda, o cenário econômico favorável é reflexo direto do rigor técnico no monitoramento e na fiscalização dos compromissos assumidos pelas operadoras de telefonia móvel.

“A atuação eficiente das entidades executoras, aliada ao aperfeiçoamento contínuo dos mecanismos de acompanhamento e fiscalização pelo GAISPI, tem permitido otimizar a aplicação dos recursos do leilão do 5G e gerar economias importantes. Esses resultados abrem a possibilidade de ampliar os benefícios para a sociedade, com novas políticas públicas, sem comprometer as obrigações originalmente previstas”, pontuou Holanda.

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A otimização financeira e o avanço nas diretrizes regulatórias também abriram espaço para outras frentes de desenvolvimento tecnológico no ecossistema nacional. O GAISPI também autorizou a construção de um data center voltado para inteligência artificial com aporte de R$ 365 milhões. Com essas medidas, o governo busca consolidar uma infraestrutura robusta para acompanhar a evolução digital em diferentes frentes, indo desde a modernização das telecomunicações móveis até a entrega de serviços de ponta na televisão gratuita aos cidadãos de menor renda.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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