Já pensou em por que algumas pessoas têm pavor de perder o controle sobre si mesmas?

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Fátima Bernardes disse que nunca ficou bêbada (...

Fátima Bernardes abriu o coração recentemente e revelou um detalhe curioso sobre sua trajetória pessoal: ela jamais ficou bêbada ao longo de toda a sua vida. Durante uma participação no videocast Conversa Vai, Conversa Vem, conduzido pela jornalista Maria Fortuna, a comunicadora explicou que a decisão de evitar o consumo excessivo de álcool está diretamente relacionada ao seu perfil ansioso e à necessidade constante de manter o domínio absoluto sobre suas ações e sentimentos.

Segundo a apresentadora, a ansiedade moldou diversos aspectos de sua rotina e de suas escolhas profissionais, inclusive a emblemática saída da bancada do Jornal Nacional para assumir novos projetos na Globo. Ao falar sobre a bebida, ela foi direta sobre o receio do desconhecido que vem com a perda da sobriedade. “Nunca fiquei bêbada. Tem a ver com ansiedade. Detesto coisas das quais não tenho controle e não posso resolver. A bebida tem isso. O que vem quando perco o controle? Não estou disposta a saber. Sou meio certinha mesmo”, pontuou.

### A luta contra a ansiedade e o apoio da terapia

Além de detalhar sua relação com o álcool, a famosa compartilhou que enfrentou momentos desafiadores de crises de ansiedade justamente no período em que planejava sua transição do telejornalismo diário para o entretenimento. O processo exigiu acompanhamento psiquiátrico e psicológico para que ela conseguisse lidar com a pressão interna.

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Por dois anos, tomei medicação. Justo no período em que estava elaborando a vontade de sair do JN para fazer outro programa. Aquilo aumentou minha ansiedade. Faço terapia. Entendi que não vou ser zen. Falar me ajuda”, confessou Fátima durante a conversa.

A jornalista também relembrou a origem de suas crises de pânico ligadas a voos. O primeiro episódio ocorreu durante uma viagem de avião, marcando o início de um período em que desenvolveu forte receio de voar. Ela recordou que tomou um medicamento para dormir no retorno de uma viagem sem os filhos, mas sofreu um efeito rebote que intensificou o mal-estar físico e emocional, gerando pânico de que o público ou as pessoas ao redor percebessem sua vulnerabilidade. Meu maior medo era notarem, relembrou, destacando que embora hoje os voos estejam mais tranquilos, a decolagem ainda continua sendo um momento de tensão.

### A coragem de mudar de rumo na carreira

A decisão de abandonar o principal telejornal da emissora carioca, onde permaneceu por mais de uma década, não foi impulsiva, mas gerou um profundo conflito interno. A vontade de buscar novos horizontes criativos já rondava seus pensamentos antes mesmo de o quadro de ansiedade se intensificar.

Achava que ia ficar tarde para experimentar outras coisas, declarou ao refletir sobre o peso de estagnar profissionalmente. Ela relembrou que mudou diversas vezes de função dentro da emissora até fincar raízes no noticiário noturno, mas o pensamento de que passaria o resto da carreira no mesmo lugar gerou uma sensação sufocante de urgência por renovação.

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Por fim, a comunicadora comentou que sempre buscou manter o equilíbrio e a imparcialidade durante a cobertura de acontecimentos trágicos ou complexos ao longo de sua trajetória jornalística. No entanto, ela avalia de maneira muito positiva a evolução do meio televisivo, que hoje permite aos profissionais demonstrarem suas emoções de forma genuína. Para ela, expressar sentimentos no vídeo não representa fraqueza, mas sim uma válvula de escape saudável diante da dureza dos fatos noticiados diariamente.

Fonte:: tvpop.com.br

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